A cada mil pacientes atendidos em unidades de saúde de Feira de Santana, apenas um é transferido

Atendimento realizado na Policlínica do Bairro George Américo, em Feira de Santana.

Atendimento realizado na Policlínica do Bairro George Américo, em Feira de Santana.

Aproximadamente 0,1% dos pacientes atendidos nas oito policlínicas do município e na Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) localizada no Bairro Mangabeira foram transferidos para hospitais da rede pública em Feira de Santana. Esse percentual corresponde a transferência de apenas um paciente por cada grupo de mil pessoas assistidas nas unidades municipais.

Este número, que faz parte de uma ampla estatística elaborada pela Secretaria Municipal de Saúde no período de janeiro a novembro de 2017, traz à luz uma realidade: unidades públicas de atendimento de média e alta complexidade como o Hospital Geral Clériston Andrade, ao contrário do que se especula, não são sobrecarregadas por pacientes transferidos das policlínicas e da UPA vinculadas a Prefeitura de Feira de Santana.

Apenas nestas unidades, os números equivalem a uma média diária de acolhimentos que passa de 2,5 mil – isto não contabilizando os atendimentos de dezembro, que ainda estão sendo consolidados. Neste período, juntas, as unidades prestaram 855.923 atendimentos. Técnicos da Secretaria da Saúde estimam que até o dia 31 de dezembro o número de pessoas atendidas nestas unidades se aproxime de um milhão.

Resolutividade

Os dados da Secretaria Municipal de Saúde revelam ainda um outro detalhe importante: o alto índice de resolutividade das policlínicas e da UPA. Afinal, das quase 856 mil pessoas atendidas nesses locais, somente 887 foram removidas para unidades especializadas, notadamente o HGCA. “É um quadro confirmado nos números que são registrados ao longo do ano. Mostram que estas unidades funcionam muito bem e que elas não sobrecarregam, absolutamente, o Clériston Andrade”, afirma a secretária Denise Mascarenhas.

Segundo a secretária, por meio das suas policlínicas, o Município vem prestando um atendimento eficiente nas emergências. “Quando a equipe percebe que a situação não está no perfil definido de atendimento na unidade, busca-se imediatamente a regulação para uma unidade onde o paciente receba o serviço adequado para o seu problema”.

Neste ano, a policlínica que fez o maior número de atendimentos foi a Dr. José Monteiro Pirajá, no Tomba, com 142.954, que correspondem a 16,7% de toda a demanda desta rede. A unidade é referência para todos os bairros localizados na zona sul e outros mais próximos do centro. Daí a grande demanda. Daquele total, 105 pacientes precisaram ser transferidos.

Atendimentos realizados de janeiro a novembro de 2017

Policlínica do Tomba – 142.954

Policlínica Rua Nova – 134.826

Policlínica Parque Ipê – 126.460

Policlínica George Américo – 123.563

Policlínica Feira X – 122.974

UPA Mangabeira – 118.624

Policlínica Humildes – 43.351

Policlínica Maria Quitéria – 43.171

Total – 855.923 (até novembro)

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