Sobre Antonio Imbassahy, Josias de Souza sentencia: Mantinha-se no governo como caricatura… Ignorado pelo seu PSDB… Coordenador de si mesmo… Imbassahy não caiu. Despencou!

Antonio Imbassahy deixa governo da usurpação democrática e concluiu mais um capítulo da deprimente trajetória política.

Antonio Imbassahy deixa governo da usurpação democrática e concluiu mais um capítulo da deprimente trajetória política.

Em nota, publicada nesta sexta-feira (08/12/2017) no Jornal Folha de São Paulo, o jornalista Josias de Souza comenta sobre a saída do ministro da usurpação democrática, liderado do anão das planilhas da Odebrecht, Antonio Imbassahy (PSDB/BA).

Com o título ‘Imbassahy caiu como personagem de desenho’, a matéria apresenta síntese dos significados deste personagem menor da história política baiana e brasileira, cujo presente e passado está conectado a liderança dos Magalhães, a processos antidemocráticos e a subordinação das massas à condição de subproletariado, superexplorados.

Sobre este personagem político menor, Josias de Souza sentencia: Mantinha-se no governo como caricatura… Ignorado pelo seu PSDB… Coordenador de si mesmo… Imbassahy não caiu. Despencou!

Confira íntegra da matéria ‘Imbassahy caiu como personagem de desenho’

Imbassahy, o pseudo-coordenador político de Michel Temer, pediu demissão de um cargo que já não exercia há pelo menos dois meses. Mantinha-se no governo como caricatura, não como ministro. Vivia uma rotina de desenho animado.

Ignorado pelo seu PSDB e contestado pelos partidos do centrão, Imbassahy perdera o chão. Nos desenhos, quando isso ocorre, o personagem continua a caminhar no vazio. Só cai quando se dá conta de que está pisando em nada.

Coordenador de si mesmo, Imbassahy simulava normalidade. E, sobretudo, evitava olhar para baixo. Não estranhava nada. Deu de ombros quando foi demitido pelo Twitter do Planalto, que anunciou “por engano” sua substituição por Carlos Marun.

Imbassahy parecia convencido de que, se fingisse não se dar conta, conseguiria atravessar o abismo. Não colou. Às vésperas da convenção nacional em que o PSDB deve tomar distância de Temer, o hipotético ministro teve que olhar para baixo.

A cena não poderia ser mais constrangedora. Imbassahy não caiu. Despencou! Demorou a perceber que se tornara um caso raro de ex-ministro ainda no exercício do cargo.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]