‘Salvando o Capitalismo’, documentário da Netflix apresenta lições para a classe trabalhadora do Brasil

Robert Bernard Reich (24 de junho de 1946) é um comentarista político estadunidense, professor e autor. Ele serviu aos Governos dos EUA durante as administrações dos presidentes Gerald Ford e Jimmy Carter e foi secretário de trabalho sob o presidente Bill Clinton de 1993 a 1997.

Robert Bernard Reich (24 de junho de 1946) é um comentarista político estadunidense, professor e autor. Ele serviu aos Governos dos EUA durante as administrações dos presidentes Gerald Ford e Jimmy Carter e foi secretário de trabalho durante o Governo Clinton de 1993 a 1997.

O intelectual estadunidense Robert Bernard Reich, professor da Universidade de Berkeley e ex-secretário (ministro) do Trabalho do Governo Clinton, é o protagonista do documentário ‘Salvando o capitalismo’. Lançado em 2017, o filme é baseado na obra não literária ‘Salvando o capitalismo: para os muitos, não os poucos’, publicada em 2015, pelo próprio Robert Reich.

O documentário ‘Salvando o Capitalismo’ aborda o sequestro da democracia estadunidense pelas corporações, empobrecimento da classe trabalhadora e transferência da riqueza do povo para o pequeno contingente da elite financeira do país.

O diagnóstico que Robert Reich apresenta sobre a democracia e o livre mercado dos EUA é de um país vencido por um sistema que subjuga a classe trabalhadora, expropriando renda, habitação, acesso a saúde, educação e liberdade.

Além de revelar aspectos da crise que afeta a nação mais rica do mundo, a partir da análise de que quem vive nos Estados Unidos da América (EUA), a reflexão de Robert Reich permite compreender que a superação da crise reside na união da classe trabalhadora em torno de ideias, princípios e valores que possam ser representadas por líderes políticos, que coloquem o interesse de muitos, acima do interesse de poucos.

“A união da classe trabalhadora e o engajamento político dos mais jovens é a alternativa para superar a crise política”, ensina Robert Reich. “Apenas com mais política, realizada pelo povo, a nação poderá ser salva”, sentencia.

A abordagem singular sobre a crise do capitalismo nos Estados Unidos apresentada no documentário ‘Salvando o capitalismo’ permite abstrair importantes lições para a classe trabalhadora do Brasil, para os jovens e para a maioria do povo que sobrevive subjugado nas favelas.

A partir da abordagem de Robert Reich e de tantos outros pensadores progressistas, pode-se abstrair a seguinte conclusão: “Nós construímos e determinamos a ideia de Nação, porque, separados, somos únicos, frágeis. Mas, unidos, somos a própria Nação. A força da democracia reside em nós, porque somos a imensa maioria do povo que trabalha, sobrevive, sofre e realiza este país. A superação da crise está na união que podemos estabelecer entre os iguais.”.

Perfil

Robert Bernard Reich (24 de junho de 1946) é um comentarista político estadunidense, professor e autor. Ele serviu aos Governos dos EUA durante as administrações dos presidentes Gerald Ford e Jimmy Carter e foi secretário de trabalho sob o presidente Bill Clinton de 1993 a 1997.

Robert Reich é professor de Políticas Públicas na Universidade da Califórnia, Berkeley desde janeiro de 2006. Ele foi professor da Universidade de Harvard’s, John F. Kennedy School of Government e professor de política social e econômica na Heller School for Social Policy and Management da Brandeis University . Ele publicou 14 livros, incluindo ‘The Work of Nations’, ‘Reason , Supercapitalism’, ‘Aftershock: The Next Economy’ e ‘America’s Future’.

Documentário

‘Salvando o capitalismo’ foi lançado pela Netflix, em 21 de novembro de 2017. A direção é de Sari Gilman e Jacob Kornbluth. Na obra, o protagonista Robert Reich expõe ideias sobre o capitalismo, desigualdade e concentração de renda nos EUA.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]