Salvador: espetáculo Breu entra em cartaz no II FESTAC

Cena do espetáculo 'Breu'.

Cena do espetáculo ‘Breu’.

Tudo é escuro. Rótulos limitantes. Quase tudo se turva. Sim, isto é a adolescência, e é o tema central de Breu, espetáculo da Alquimia Coletivo Escola, do município de Ilhéus, que estará presente no II Festival Estudantil de Artes Cênicas (FESTAC) nesta quarta-feira (13/12/2017), às 20 horas, no Teatro Martim Gonçalves, em Salvador.

A peça retrata o ponto de vista de cinco jovens que estão vivendo esse momento no agora, ou no passado. Corações partidos, incertezas. Sopros de euforia de uma festa que acabou. Breu é destinado ao ‘Tempo do Agora’ para dialogar com a ponte misteriosa que liga a infância à adultez: adolescência.

A dramaturga e encenadora Amanda Maia explica que o espetáculo foi concebido e desejado para dialogar, atingir, acertar a percepção daqueles que vivem, viveram e viverão esse emaranhado excitante e cruel e inevitável. “Por isso mesmo resvala nas quebras de paredes e exalta os muros imaginários. O que tem de realismo, tem de fantástico, não como sujeito e predicativo, mas como dois substantivos cheios de genuinidade em seus significados”, realça.

Maia fala que essa peça foi urdida entre fortes doses de referências de Cultura Pop e ousa dizer que “todo teatro para juventude foi escrito depois da invenção do Moderno e só funciona na falta de linearidade dos aprendizados”. “Sua ação dramática se dá em três planos que se desenvolvem ainda com certa causalidade externa, mas coesos em sua inconstância interna”, expõe a encenadora.

Ela explica que a obra carrega a voz de quem a criou, seja nas entrelinhas ou nas portas abertas: seus alinhamentos políticos, filosóficos e operativos (e quem sabe metafísicos) estão explícitos. Acrescenta que “suas personagens não se plasmam em placidez nem aceitam dicotomias maniqueístas e rótulos vagabundos, o mundo sabe que ninguém é isso ou aquilo ou pode ser reduzido a classificações rasas que desconsiderem o infinito da existência para além dos gêneros e tribos urbanas”.

FESTAC

O Festival Estudantil de Artes Cênicas (FESTAC) chega ao seu segundo ano querendo discutir como é criar, produzir e gerir montagens cênicas dentro das escolas secundaristas e universidades de Artes Cênicas baianas. Em 2017, o festival realizado numa parceria entre os coletivos teatrais COATO e COOXIA, e a Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (ETUFBA) ocorre entre os dias 8 e 17 de dezembro, em vários espaços culturais da Salvador e ocupando ruas do centro da cidade.

Ao todo, serão apresentados 12 espetáculos da capital e do interior do Estado (Feira de Santana, Ilhéus, Jequié e Santo Antônio de Jesus); Mesa de Debate: Gerir Resistência, sobre sustentabilidade e manutenção de festivais universitários; e um Workshop de Crítica Cultural com profissionais da Revista Barril.

O II FESTAC tem o apoio financeiro do Calendário das Artes 2017, edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), Governo do Estado da Bahia; e do Programa de Extensão Universitária, da Universidade Federal da Bahia (PROEXT/Ufba).

Ficha Técnica

Dramaturgia e encenação: Amanda Maia

Direção de elenco: Daniel Moreno

Elenco: Arthur Pellens, Cecília Brito, Dryelle Rodrigues, Fernando Vitor, Hugo Luz, Luca Negrette, Luana Cardoso, Nina Maia

Indumentária: Juma Mascarenhas / Assistentes: Luana Cardoso, João Assis e Nina Maia

Cenografia: Juma Mascarenhas / Assistentes: Nina Maia, João Assis e Fernando Vitor

Iluminação: Jones Mota / Assistentes: Arthur Pellens, Luca Negrette, Wallace Santos

Direção musical: Jonatas Pinheiro

Sonoplastia: Jonatas Pinheiro / Assistentes: Arthur Pellens, Fernando Vitor, João Assis

Banda: Arthur Pellens, Fernando Vitor e Hugo Luz

Coreografia: Daniel Moreno/ Assistentes: Dryelle Rodrigues e Nina Maia

Maquiagem: Amanda Maia / Assistente: Cecília Brito

Designer gráfico: Daniel Moreno / Assistente: Arthur Pellens

Web-designer: Amanda Maia / Assistente: Cecília Brito

Coordenação de produção: Jones Mota, João Assis

Produção executiva: Arthur Pellens, Fernando Vitor e Wallace Santos

Operação de som: João Assis

Operação de luz: Wallace Santos

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