PGR denuncia ex-ministro Geddel Vieira Lima, deputado Lúcio Vieira Lima e matriarca da família por lavagem de dinheiro e associação criminosa

Geddel Vieira Lima na capa da revista Época. Reportagem aborda possível esquema criminoso envolvendo líder do PMDB da Bahia e aliado político do prefeito ACM Neto (DEM).

Geddel Vieira Lima na capa da revista Época. Reportagem aborda possível esquema criminoso envolvendo líder do PMDB da Bahia e aliado político do prefeito ACM Neto (DEM).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta segunda-feira (04/12/2017) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação está relacionada à apreensão, pela Polícia Federal (PF), dos R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador.

Também foram denunciados pelos mesmos crimes a mãe de Geddel, Marluce Vieira Lima, e um ex-assessor do deputado, Job Brandão.

Geddel foi preso no dia 8 de setembro, três dias depois que a PF encontrou o dinheiro no apartamento de um amigo do político. Os valores apreendidos foram depositados em conta judicial.

Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.

Origem dos R$ 51 milhões

Segundo o site G1, a procuradoria sugere quatro possíveis fontes dos R$ 51 milhões: propinas da Odebrecht; repasses do operador Lúcio Funaro; dinheiro de outros políticos do PMDB e parte dos salários de Job Ribeiro Brandão como assessor parlamentar, que eram devolvidas para a família Vieira Lima.

Em depoimento, Job contou que destruiu documentos, agendas e anotações a mando de Geddel. O ex-assessor também relatou que recebia dinheiro vivo, em repasses que variavam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, para fazer contabilidade, que ocorria na casa da mãe do ex-ministro. Job já manifestou o desejo de realizar uma delação premiada, e entregou documentos que comprovariam a devolução de 80% do seu salário.

Trâmite

A acusação assinada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, será analisada pelo ministro do STF Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. Caso Fachin aceite a denúncia da PGR, uma ação penal será aberta, os acusados se tornam réus e, assim, serão julgados no Supremo. Embora Geddel Vieira Lima não disponha mais de foro privilegiado, a investigação contra ele seguiu no STF porque seu irmão, Lúcio, tem a prerrogativa.

A fortuna em espécie, dividida entre 42 milhões de reais e 2,6 milhões de dólares, foi encontrada na Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Operação Cui Bono?, que apura se Geddel e outros peemedebistas receberam propina em contratos e empréstimos da Caixa Econômica Federal enquanto ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco estatal. A PF encontrou digitais de Geddel, Brandão e Ferraz em cédulas na montanha de dinheiro. O ex-ministro foi preso no dia 8 de setembro, três dias depois da operação policial.

Preso na Bahia

O ex-ministro foi preso preventivamente no dia 3 de julho de 2017 por tentativa de obstrução à Justiça. Segundo o MPF, Geddel tentava evitar que Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro firmassem acordo de delação premiada. Veja a seguir outros casos.

Confira vídeo

*Com informações da Agência Brasil, Revista Veja, o Globo, Estadão e G1.

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