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Espetáculo Sublime é a Noite é encenado no Teatro Martim Gonçalves, em Salvador

Cena do espetáculo Sublime é a Noite.

Cena do espetáculo Sublime é a Noite.

Com texto e direção do dramaturgo Paulo Henrique Alcântara, a peça de formatura em interpretação teatral da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Sublime é a Noite narra a história de uma família “estranha”, moradora da “casa das nove janelas”, a mais rica da pequena cidade de Paiol. A dramaturgia faz parte da programação do II Festival Estudantil de Artes Cênicas – FESTAC ano II e será apresentada nesta terça-feira (12/12/2017), às 20 horas, no Teatro Martim Gonçalves, em Salvador.

Escrito especialmente para os alunos, o texto ambientado nos anos 1930 retrata a história dessa família envolta numa sina peculiar, “é inimiga do sol”, e dos moradores que com ela convivem e se atritam. Os integrantes da família só podem sair à noite. Caso se atrevam e saiam de dia passam por um “revertério”, uma grande e irreversível transformação em suas vidas.

As cenas giram em torno de uma tia, seus sobrinhos, criados, vizinhos e são mostradas ao público com a ajuda de um narrador. Enquanto vivem seus conflitos e lutam por seus desejos, os personagens temem a chegada de um “vento mau”, sempre danoso para a cidade. Em um tom, por vezes leve, por vezes denso, a peça aborda as mudanças que a vida nos impõe e como nos acompanham e afetam.

O público verá as estórias de uma mulher rica, abandonada no altar pelo jardineiro, da primogênita expulsa que volta disfarçada de criada, das irmãs que se rebelam contra as convenções, da noviça expulsa do convento, bem como de uma serviçal que “vende” os acontecimentos da casa para duas vizinhas: uma viúva fogosa e uma carola de igreja presa a um amor do passado.

Há também a moça da capital à frente de seu tempo, um poeta apaixonado, o velho padre da paróquia, boêmios e até fantasmas, personagens que vão se alinhavando na dramaturgia, como numa trama de crochê, especialidade da personagem Juventa. A inspiração para o texto veio de Federico Garcia Lorca, Gabriel Garcia Màrquez e das comédias de costume de Martins Pena.

A equipe de produção é coordenada pelo produtor Guilherme Hunder, que também é assistente de direção, juntamente com Otávio Correia, estudante de direção da Escola de Teatro da UFBA. A cenografia, o figurino e a maquiagem são assinados por Agamenon de Abreu. A direção de movimento é de Bárbara Barbará, com assistência de Clara Boa Sorte. A iluminação é de Valmyr Ferreira, a preparação vocal é de Nayara Brito e a trilha sonora de Luciano Salvador Bahia, com assistência de Vica Hammad. A criação gráfica é de Mariana Viveiros.

FESTAC

O Festival Estudantil de Artes Cênicas (FESTAC) chega ao seu segundo ano querendo discutir como é criar, produzir e gerir montagens cênicas dentro das escolas secundaristas e universidades de Artes Cênicas baianas. Em 2017, o festival realizado numa parceria entre os coletivos teatrais COATO e COOXIA, e a Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (ETUFBA) ocorre entre os dias 8 e 17 de dezembro, em vários espaços culturais da cidade e ocupando ruas do centro soteropolitano.

Ao todo, serão apresentados 12 espetáculos da capital e do interior do Estado (Feira de Santana, Ilhéus, Jequié e Santo Antônio de Jesus); Mesa de Debate: Gerir Resistência, sobre sustentabilidade e manutenção de festivais universitários; e um Workshop de Crítica Cultural com profissionais da Revista Barril.

O II FESTAC tem o apoio financeiro do Calendário das Artes 2017, edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), Governo do Estado da Bahia; e do Programa de Extensão Universitária, da Universidade Federal da Bahia (PROEXT/Ufba).

Ficha Técnica

Texto e direção: Paulo Henrique Alcântara

Cenário, figurino e maquiagem: Agamenon de Abreu

Iluminação: Valmyr Ferreira

Assistência de direção: Guilherme Hunder e Otávio Correia

Direção de movimento: Bárbara Barbará

Assistência de movimento: Clara Boa Sorte

Preparação vocal: Nayara Brito

Trilha sonora: Luciano Salvador Bahia

Assistência de trilha sonora: Vica Hamad

Assistência de cenografia: Deilton José

Assistência de figurino: Nayara Homem

Costureiras: Guida Maria, Leticia Santos, Saraí Reis

Confecção de adereços: Zoíla Barata

Cenotécnicos: Ademir França, Agnaldo Queiroz e Reinaldo Costa

Direção de produção: Guilherme Hunder

Assistência de produção: Sidnaldo Lopes e Meire Paixão

Operação de som: Tulasi Devi

Operação de luz: Otávio Correia

Contraregragem: Cahê Roberto

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