Diversificação é a estratégia da SDE Bahia contra queda no setor de petróleo e gás; política econômica resultou em 73 novas empresas, 5,5 mil empregos e R$ 3,9 bilhões em investimentos

Lançado em 27 de janeiro de 2017, pelo secretário estadual Jaques Wagner, Programa Nacional de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE) apresentou resultado positivo, com 73 novas empresas, 5,5 mil empregos e R$ 3,9 bilhões em investimentos.

Lançado em 27 de janeiro de 2017, pelo secretário estadual Jaques Wagner, Programa Nacional de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE) apresentou resultado positivo, com 73 novas empresas, 5,5 mil empregos e R$ 3,9 bilhões em investimentos.

O estado da Bahia conclui o ano de 2017 com a implantação de mais 73 novas empresas, que, em conjunto, geraram R$ 3,9 bilhões em investimentos e a criação de 5,5 mil empregos. Os dados, segundo o superintendente de Atração e Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, são o resultado da política adotada pelo governo para a atração de novos investimentos para o Estado.

“Estamos hoje, tentando diversificar a matriz industrial, seja incentivando a vinda de novos empreendimentos em área como energia solar e eólica, calçadista e mineral, como também atuando em conjunto com empresas privadas do setor de petróleo e gás para alavancar esse segmento”, afirmou.

O interesse das empresas em se instalar na Bahia continua crescendo, segundo Guimarães. Este ano, por exemplo, foram assinados 91 protocolos de intenções com previsão de gerar investimentos da ordem de R$ 3,9 bilhões e 11 mil empregos. A meta do governo do Estado, até 2019, é que sejam implantados 342 novos empreendimentos na Bahia, com previsão de aporte de investimentos de R$ 22 bilhões e geração de 24 mil empregos.

Na avaliação do superintendente da SDE, a escolha da Bahia para a implantação de novos empreendimentos ocorre por um conjunto de fatores. Guimarães destaca, dentre outros, a localização geográfica estratégica entre o sudeste e o nordeste do país, o potencial ambiental para empresas do segmento de energia eólica, solar e mineral, bem como o investimento do Estado em infraestrutura viária. Outro fator importante, avalia, é o ambiente político e a seriedade do governo baiano em cumprir os compromissos assumidos. “Isso tudo contribui para o Estado da Bahia continuar atraindo novos investimentos para cá”, diz ele.

A indústria calçadista Ferracini, por exemplo, um dos segmentos industriais que mais contratam mão-de-obra, começa a operar em Alagoinhas já no início de 2018, empregando 300 pessoas e investindo R$ 12 milhões em sua nova fábrica. Outra empresa que inicia suas atividades em Camaçari, com a contratação de 215 empregos, no mesmo período é a IME, indústria de máquinas e equipamentos de instrumentação analítica. A empresa investiu R$ 12 milhões em sua fábrica em Camaçari.

A crise econômica que reduziu a atividade produtiva no País, segundo o superintendente da SDE, não foi suficiente para frear os investimentos do governo do Estado. O estado baiano é o segundo maior investidor em obras públicas do País, só perdendo para São Paulo. O investimento baiano chega a R$ 1 bilhão, contra pouco mais de R$ 3 bilhões em São Paulo. “O mais surpreendente é o fato de a Bahia deter apenas 4,5% da economia do Brasil, enquanto São Paulo representa 35% da riqueza nacional”, explica Guimarães. “Isso significa que, como a Bahia é bem administrada, o governo consegue pagar suas contas e ainda investir em obras”, diz.

Desempenho da indústria

Maior empresa do segmento de petróleo e gás do País, a Petrobras está saindo gradativamente do segmento da exploração em áreas terrestres, inclusive na Bahia. Esse novo posicionamento de investimento da empresa, segundo Guimarães, é um dos principais fatores que explicam o resultado negativo da indústria de transformação na Bahia. A queda de 3,8% no segmento na Bahia apurado nos últimos 12 meses até setembro passado, segundo Guimarães, foi puxada, basicamente, pelo resultado negativo do segmento de metalurgia (-30,5%, menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre) e refino de petróleo e biocombustíveis (-7,8%, redução na produção de óleo diesel, naftas para petroquímica e óleos combustíveis).

Por outro lado, apesar de a indústria baiana de transformação ter registrado queda na média final, cinco dos onze segmentos analisados apresentaram resultados positivos. O segmento de veículos automotores registrou um forte crescimento no período, da ordem de 19,5%, seguido por couro e calçados (10,7%), borracha e plástico (3,2%), celulose e papel (2,5%) e alimentos (1,2%).

Segundo Guimarães, há dois anos, a Bahia produzia 50 mil barris por dia de petróleo, enquanto hoje a produção não passa dos 30 mil barris por dia. “A produção vem caindo mês a mês porque a Petrobras está reduzindo os investimentos na exploração de óleo e gás em campos terrestres, e dando prioridade à exploração do pré-sal, onde um poço chega a produzir trinta mil barris por dia, tornando-se bem mais rentável”.

Para contornar a queda dos investimentos da Petrobras em áreas terrestres, o governo baiano, segundo Guimarães, vem estimulando o segmento privado a aderir ao Programa Reate – Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres, do Ministério das Minas e Energia, e lançado no estado no início do ano. Em setembro, no 14º leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as áreas leiloadas na Bahia foram todas arrematadas por empresas de pequeno e médio portes. “O índice de sucesso da Bahia ficou entre 26 e 27%, bem superior ao nível nacional, que não chegou a atingir 15%.

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