Programa leva pacientes de Feira de Santana a Salvador todos os dias

Tratamento Fora do Domicílio, serviço oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana.

Tratamento Fora do Domicílio, serviço oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana.

Por volta das 5:30 horas, três micro-ônibus chegam a Estação de Transbordo Central. Os veículos não estão ali para conduzir passageiros comuns, de um lugar para outro na cidade. Essas ações fazem parte de um programa da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Feira de Santana, que levam grupo de pessoas a Salvador agendadas para algum atendimento. Vão ser submetidos a exames ou algum outro procedimento médico na capital.

Essas pessoas estão acometidas de problemas cuja assistência é de alta e média complexidade e não possui especialidade na rede local do SUS. É este o objetivo do serviço denominado Tratamento Fora do Domicílio, prestado pelo Município à comunidade carente.

Enquanto isso, uma fiscal do serviço confere a relação dos pacientes que serão encaminhados à capital. Alguns deles vão com o acompanhante (a liberação é feita mediante relatório informando essa necessidade), que também consta o nome na agenda. Pontualmente às 6 horas, os veículos deixam a estação de transbordo e seguem para Salvador. Os pacientes são levados para os seus respectivos locais de atendimentos.

O transporte é feito de segunda-feira a sábado. Em cada um dos três micro-ônibus são disponibilizadas 32 vagas. Tanto os pacientes quanto os acompanhantes recebem uma ajuda de R$ 8,40, conforme está estabelecido na portaria 55/99 do Ministério da Saúde. Os veículos retornam para Feira de Santana geralmente por volta das 17 horas. O ponto de referência, novamente, é a Estação de Transbordo Central, para que possam se deslocar com segurança para suas residências.

Como fazer a solicitação do serviço na Secretaria de Saúde

O programa funciona na Secretaria de Saúde e a solicitação desse atendimento é feita em dias úteis, das 7 às 13 horas e das 14 às 18 horas. O serviço deve ser solicitado previamente para que possamos efetuar o agendamento, conforme a demanda e o grau de necessidade de cada um. A viagem só é autorizada mediante a confirmação do atendimento no município referência.

De acordo com a coordenadora do programa, Pollyana Piana, para ter acesso ao serviço a própria pessoa necessitada ou responsável deve apresentar o relatório médico que informa a patologia, bem como a data e o horário do atendimento. Também é necessário apresentar os documentos pessoais, o cartão do SUS e o comprovante de residência.

“O nosso dever é assegurar a todos o acesso à saúde, mesmo quando não dispomos do serviço na rede conveniada no nosso município. Neste caso, fazemos o encaminhamento do paciente para a cidade pactuada”, diz a secretaria municipal de Saúde, Denise Mascarenhas.

Somente de janeiro a outubro deste ano, 1.712 pacientes foram conduzidos a atendimentos longe de Feira de Santana.

Mãe afirma que sem o serviço filho estaria em cadeira de rodas

A dona de casa Alaíde Oliveira é uma das beneficiárias do serviço. Há 17 anos leva o filho especial para atendimento em hospitais de Salvador. Heraldo, segundo ela, estaria em uma cadeira de rodas caso não passasse pelo tratamento. “E isso só tem sido possível graças a esse transporte gratuito que a Prefeitura proporciona. Não teria dinheiro para pagar as passagens”, salienta. Ela chegou a fazer duas viagens semanais a Salvador durante alguns anos e hoje faz a cada três meses.

Aposentado vai a Salvador toda semana há sete anos

Para Gilson Silva, aposentado, o transporte gratuito gera economia e conforto. Ele vai a Salvador sempre em companhia de um familiar devidamente cadastrado na Secretaria Municipal de Saúde. “Já são sete anos nessa luta. Toda semana preciso ir ao médico na capital e dinheiro tá difícil de conseguir pra isso. Graças a Deus que existe este serviço”, destaca.

Motorista

Valmir Lima é um dos motoristas que faz o trajeto todos os dias conduzindo passageiros a Salvador. A relação já é de amizade entre ele e a maioria dos pacientes e familiares. Mesmo após tanto tempo de serviço, o experiente motorista ainda se emociona. “Quando vejo crianças sofrendo com algumas doenças e precisando fazer esse deslocamento desgastante confesso que me emociono”, relata.

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