Operação Caribdis: PF investiga ex-governador e o ex-secretário de Infraestrutura de Alagoas; mandados são cumpridos em Salvador, Maceió, Limeira e Brasília e envolvem as construtoras OAS e Odebrecht

Teotônio Vilela Filho (PSDB/AL) governou alagoas de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2014.

Teotônio Vilela Filho (PSDB/AL) governou alagoas de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2014.

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas e o Ministério Público Federal estão desencadeando, na data de hoje, ação policial denominada “Operação Caribdis”, com o cumprimento de 11 Mandados de Busca e Apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Alagoas, em Maceió, na área metropolitana da capital alagoana, além das cidades de Salvador/BA, Limeira/SP e Brasília/DF.

A ação tem objetivo de complementar provas colhidas inquérito policial instaurado com a finalidade de apurar a suposta prática dos crimes de fraude a licitação, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, todos relacionados à obra do Canal Do Sertão Alagoano, mais especificamente os lotes nº 3 e 4, ambos licitados pelo Governo do Estado de Alagoas (Secretaria de Infraestrutura) na gestão anterior, ilícitos estes ocorridos entre 2009 e 2014.

Provas decorrentes de colaborações premiadas de pessoas relacionadas à Construtora Norberto Odebrecht (CNO) no aludido procedimento investigativo. A elas se somaram relatórios do Tribunal de Contas da União, constatando sobrepreço em contrato firmado entre o Governo de Alagoas a referida empresa no montante de R$ 33.931.699,46. Também restou apurado na investigação a existência de acordo de divisão de lotes da obra com a Construtora OAS.

Dentre os investigados encontram-se o ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB/AL) e o ex-secretário de Infraestrutura do Estado de Alagoas à época dos fatos, além de outros indivíduos ligados às citadas empresas e órgãos públicos.

Todo o material arrecadado será encaminhado à Superintendência da PF em Alagoas, onde será analisado. A soma das penas máximas atribuídas aos delitos citados pode chegar a 46 anos de prisão.

*Com informações da Polícia Federal (PF).

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