Lançamento do livro Lavagem do Bonfim ocorre no MAC Feira de Santana

Cartaz anuncia lançamento do livro ‘Lavagem do Bonfim – formas de reportar’.

Cartaz anuncia lançamento do livro ‘Lavagem do Bonfim – formas de reportar’.

O lançamento do livro ‘Lavagem do Bonfim – formas de reportar’, de Atílio Avancini, será realizado no dia 23 de novembro de 2017, às 20 horas, no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC Feira de Santana).

A obra apresenta produções de narrativa escrita e de ensaio fotográfico em filme preto e branco, 80 imagens de sete festas entre 1994 e 2009, de uma tradição cultural-religiosa de mais de 260 anos. A Lavagem do Bonfim reúne todos os anos nas ruas de Salvador, numa quinta-feira de janeiro, cerca de um milhão de pessoas. E é o segundo evento mais popular do Estado da Bahia depois do Carnaval. A Lavagem do Bonfim integra principalmente a convivência entre duas diferentes práticas religiosas, o catolicismo e o candomblé, bem como a interação entre o sagrado e o profano.

Há muitas etapas dentro da celebração desse ato de fé. A primeira parte da festa, reunião dos peregrinos, é desenvolvida em seis fases: concentração das baianas, culto ecumênico na Igreja Conceição da Praia, cortejo de oito quilômetros, chegada das baianas ao adro da Igreja do Bonfim, audição do Hino ao Senhor do Bonfim e lavagem simbólica. A segunda parte, dispersão dos peregrinos, é a Festa de Largo. Tradição do catolicismo popular, a igreja é o centro geográfico da comemoração. O entorno da Colina Sagrada é tomado por barracas de comida e bebida, prevalecendo atividades livres realizadas no período vespertino e sem hora para acabar.

As baianas revitalizaram a festa católica de origem portuguesa em homenagem ao Nosso Senhor do Bonfim da Bahia, que é representado no candomblé por Oxalá. A tradição das baianas faz da água o elemento central de limpeza, purificação e benção dos peregrinos. O mito da Lavagem do Bonfim toca distorções da sociedade brasileira diante das aspirações de justiça, igualdade e cidadania. O povo ao festejar o bom fim celebra uma resistência secular: a vitória da vida na luta cotidiana.

O autor

Atílio Avancini é fotógrafo e professor doutor da ECA-USP. Autor dos livros Atílio Avancini – coleção artistas da USP n. 15 (Edusp, 2006) e Entre Gueixas e Samurais (Edusp/Imprensa Oficial, 2008).

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