Jovens empreendedores representam a Bahia em prêmio nacional

Geórgia Nunes apresenta projeto de brinquedos criativos.

Geórgia Nunes apresenta projeto de brinquedos criativos.

Uma plataforma online que conecta negócios e pessoas a ONGs e instituições através de soluções em e marketplace e e-commerce. Essa é a Soliddarit, uma das startups baianas finalistas do Prêmio Laureate Brasil Jovem Empreendedor Social 2017, que acontece entre os dias 5 e 10 de novembro de 2017, na Universidade Potiguar (UnP), em Natal (RN). A premiação valoriza ideias inovadoras de empreendedores que tenham a responsabilidade social como foco do seu negócio, ou seja, iniciativas que, além de lucrativas, busquem também resolver problemas sociais e ambientais.

A Universidade Salvador – UNIFACS terá duas startups entre os projetos finalistas. Realizado anualmente pela Laureate Brasil para qualquer cidadão entre 18 e 29 anos, o prêmio está na sua décima edição e contabiliza, ao todo, 150 belas histórias de protagonismo juvenil focado no empreendedorismo social. Os projetos finalistas são contemplados com uma semana de capacitação, de onde serão preparados para gerir suas iniciativas de forma sustentável.

Criada pelo estudante Nicholas Montenegro, de 26 anos, a Soliddarit é uma startup do setor 2.5 que liga pessoas e empresas a instituições de bem-estar social, possibilitando o financiamento de produtos como cestas básicas ou kits escolares, por exemplo, diretamente com o fornecedor, a venda de produtos novos ou usados em um sistema de classificados online com destinação das comissões do valor de venda enviadas diretamente para ONGs, além de possibilitar a realização de leilões solidários online. “O Brasil possui um valor anual de doações filantrópicas que gira em torno de R$ 13 bilhões, mas, ainda assim, existe uma lacuna de soluções palpáveis que aproximem doadores de ONGs num que fuja da sensação de doação a fundo perdido e assuma um caráter de investimento social”, explica Nicholas.

Outra iniciativa criada em Salvador e também finalista da premiação é a Amora Brinquedos Afirmativos, um ateliê que tem como missão criar bonecas e bonecos negros chamando atenção para pontos como representatividade, autovalorização e autoestima. A ideia de Geórgia Nunes, de 28 anos, é que a cada boneco vendido um seja produzir para ser distribuído gratuitamente. “Ao se ver representada no brinquedo, a criança constrói novas possibilidades de se enxergar e se inserir no mundo. Quando uma criança negra brinca com uma boneca branca, ela não se enxerga ali”, conta.

A premiação marca o encerramento de uma série de atividades online e presenciais, que incluem um curso de empreendedorismo social. Os finalistas também recebem uma premiação de US$2mil para aplicar nos seus programas. Além do investimento financeiro, todos esses jovens empreendedores farão parte do YouthActioNet®, programa que reúne uma comunidade de mais de 1.500 fellows em mais de 90 países, cujas iniciativas impactam positivamente a vida de mais de 1.5 milhões de pessoas.

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