Jovens do Subúrbio Ferroviário de Salvador e autoridades debatem violência e morte de jovens negros na Bahia

Comissão Especial de Promoção da Igualdade da ALBA debate violência e morte de jovens negros.

Comissão Especial de Promoção da Igualdade da ALBA debate violência e morte de jovens negros.

Para debater as múltiplas violências e causas diversas do alto número de morte de jovens negros, a Comissão Especial de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Bira Corôa, e o projeto Juventude Negra e Participação Política, da Cipó Comunicação Interativa, realizaram, nesta terça-feira (28/11/2017), audiência pública com tema “INCOMODE: o preço do descaso é a minha vida!”. Ação realizada na Casa Legislativa reuniu jovens, instituições e grupos da sociedade civil organizada do Subúrbio Ferroviário. Além das falas da mesa, audiência contou com desfile e uma série de intervenções artísticas, nas quais os jovens e crianças demonstraram repúdio aos atos que configuram racismo institucional e outras manifestações perversas do racismo que encaram diariamente.

No Brasil, a exclusão social tem cor e procedência, pois são os jovens negros os que mais morrem e que ocupam as piores taxas de vulnerabilidade social. Segundo o levantamento do Diagnóstico dos Homicídios de 2014, elaborado pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública – SINESP, a Bahia registra taxa de homicídios mais alta entre os Estados brasileiros, sendo que do total dos homicídios, cerca de 79,6% é jovem, negra e moradora de periferias.

“Esta é mais uma atividade que nos potencializa para o combate coletivo das discriminações e pela construção de uma sociedade justa e com equidade de oportunidades. Nós, enquanto negros, queremos estar nos espaços de decisão, conduzindo nossas lutas, nossos direitos e representatividades”, disse o deputado ao abrir as falas da mesa. Quem também integrou a mesa de discussão foi Nadjane Cristina, representante do projeto co-realizador da audiência. A militante estudante, que integra a formação dos jovens assistido pelo projeto falou sobre condução dos trabalhos e pontuou a visão sobre a segurança pública:”Segurança pública vai além da polícia. Estamos num contexto em que nos é negado outros tantos direitos como a saúde, moradia, educação. A nossa proposta é que quem vive as situações no mundo real seja parte do diálogo e da definição das políticas, a exemplo do Juventude Viva”, concluiu.

Atividade contou ainda com a presença do vereador de Salvador, Hilton Coelho,; Rita de Cássia, do gupo Guerreiras sem Teto; Tatiane Anjos, do Conselho Estadual de Juventude, Dandara Cruz, coordenadora estadual da JConen; Helena Oliveira, do escritório da UNICEF em Salvador e Padre Renato, representando a SSP. Em cada uma das falas foi possível a abordagem de um dos aspectos das múltiplas violências que leva à morte da juventude. Vale ressaltar ainda a presença dos alunos do Colégio Estadual Raimundo Mata, do Lobato; de famílias do MSTB e jovens ligados ao grupo “Jovens Periféricos”.

A construção de outra audiência mais ampliada, o diálogo com instituições como Ministério Público, Polícia Militar e Defensoria Pública, além da criação de um plano de enfrentamento aos homicídios no estado da Bahia foram alguns dos encaminhamentos propostos nesta manhã de terça-feira.

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