Volume do setor de serviços da Bahia cresce 3,8% de julho para agosto de 2017; resultado dos serviços baianos em agosto foi o segundo melhor do país

O setor de serviços voltou a crescer no estado depois de ter registrado queda de 3,2% de junho para julho, mostrando a 2ª maior expansão do país, menor apenas que a de Roraima (9,8%). Na comparação com o mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal), foi o melhor agosto de 2017 para os serviços baianos desde o início da série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, em 2012.

O setor de serviços voltou a crescer no estado depois de ter registrado queda de 3,2% de junho para julho, mostrando a 2ª maior expansão do país, menor apenas que a de Roraima (9,8%). Na comparação com o mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal), foi o melhor agosto de 2017 para os serviços baianos desde o início da série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, em 2012.

O volume do setor de serviços na Bahia voltou a crescer 3,8% em agosto, frente a julho, na série com ajuste sazonal, após ter recuado 3,2% de junho para julho de 2017.

Nessa comparação, o resultado dos serviços baianos em agosto foi o segundo melhor entre os estados, abaixo apenas de Roraima (9,8%), e bem acima da média nacional (-1,0%). Foi também, para a Bahia, o melhor agosto da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), iniciada em 2012.

De julho para agosto, o volume de serviços caiu em 15 dos 27 estados brasileiros, com recuos mais intensos em Alagoas (-5,9%), Paraíba (-3,6%) e Amazonas (-2,9%).

Com o resultado positivo de agosto, o volume de serviços na Bahia reduziu, pela primeira vez no ano, o ritmo de queda em todas as demais comparações.

No confronto com agosto do ano passado o volume dos serviços no estado caiu 0,5%, perda muito menor do que a de -8,2% registrada em julho e já menos intensa que a média nacional (-2,4%).

No acumulado de janeiro a agosto de 2017, os serviços na Bahia acumulam recuo de 5,7%, também mostrando a primeira desaceleração do ritmo de queda (em julho a retração havia sido de -6,5%), ainda que se mantendo acima da média do país (-3,8%).

No acumulado em 12 meses, o setor no estado cai 6,5%, reduzindo a intensidade do recuo nessa comparação, que havia sido de -7,4% em julho. Nessa comparação anualizada, os serviços baianos seguem em retração há quase dois anos, desde setembro de 2015 (-0,1%).

Nas comparações com 2016, os resultados dos serviços também se mantêm negativos para a grande maioria dos estados. Frente a agosto do ano passado, só 4 dos 27 apresentam resultados positivos, com destaque para Mato Grosso (15,8%) e Paraná (5,5%). Esses dois estados são os únicos a apresentar alta no acumulado em 2017 (5,6% e 4,2% respectivamente). O Paraná é o único estado com resultado positivo nos 12 meses encerrados em agosto.

Com forte alta, transportes (16,4%) contribuem para redução do ritmo de queda dos serviços baianos em agosto 17/agosto 16

Frente ao mesmo mês do ano passado, em agosto de 2017 (-0,5%), duas das cinco atividades de serviços pesquisadas tiveram resultados positivos na Bahia: Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (16,4%) e Serviços prestados às famílias (6,0%).

Por ser a atividade de maior peso na estrutura do setor no estado, os transportes foram a principal influência no sentido de reduzir o ritmo de queda dos serviços baianos em agosto.

Ainda assim, os Serviços profissionais, administrativos e complementares (-20,0%), que vêm caindo a dois dígitos desde março deste ano, continuaram exercendo a principal influência negativa sobre o desempenho do setor. No ano de 2017, essa atividade já acumula queda de 16,9%.

Os serviços profissionais também têm peso importante e respondem por pouco mais de 1/5 (22,5%) da estrutura dos serviços baianos. Trata-se de um grupo diversificado, com grande peso um pouco maior das atividades direcionadas às empresas (ligadas às áreas jurídica, contábil, de segurança, assessorias e consultorias em diversos campos), mas também que atendem as famílias (agências de viagem, empresas jornalísticas, entre outras).

Também foi destaque negativo em agosto o recuo dos Serviços de informação e comunicação        (-5,3%).

Serviços ligados ao turismo na Bahia caem em relação a julho (-0,7%), mas seguem positivos frente a agosto de 2016 (0,7%) e no ano de 2017 (1,8%)

De julho para agosto, na Bahia, as atividades de serviços ligadas ao turismo mantiveram-se em queda (-0,7%), após terem recuado -2,0% de junho para julho, na comparação com ajuste sazonal.

Frente a julho, a queda do turismo na Bahia (-0,7%) foi a terceira menos intensa e ficou acima do recuo de -3,1% registrado para o total do país. Nessa comparação, apenas Espírito Santo (1,2%) teve resultado positivo, dentre os 12 estados onde as atividades turísticas são investigadas.

Já no confronto com agosto de 2016, o volume das atividades de turismo na Bahia teve variação positiva (0,7%), embora tenha sido a menor dentre os seis estados com crescimento.

Na média nacional, o turismo teve recuo de -8,1% em agosto 17/agosto 16, influenciado pelas fortes quedas registradas no Rio de Janeiro (-32,4%) e Distrito Federal (-19,2%). Os melhores desempenhos das atividades turísticas nesse confronto continuaram vieram de Espírito Santo (11,1%) e Goiás (8,9%).

No acumulado no ano de 2017, o volume das atividades de turismo na Bahia ainda cresce 1,8%, resultado bem melhor que a média nacional (-6,4%). Já nos 12 meses encerrados em agosto, os serviços ligados ao turismo se mantêm em queda no estado (-1,1%), mas seguindo em trajetória de desaceleração da retração desde outubro de 2016 (-8,5%).

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