Secretário da Segurança Pública garante ações enérgicas no combate ao roubo em propriedades rurais da Bahia

Representes do governo da Bahia, da Assembleia Legislativa e do setor do agronegócio debatem medidas de combate ao abigeato e violência no campo.

Representes do governo da Bahia, da Assembleia Legislativa e do setor do agronegócio debatem medidas de combate ao abigeato e violência no campo.

Após reunião realizada no final do mês de setembro, o deputado estadual e presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, Eduardo Salles, voltou a se reunir com o vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão, o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e representantes dos produtores, nesta segunda-feira (16/10/2017), para discutir a ação de criminosos em propriedades rurais no estado.  Mais uma vez, o roubo de gado e insumos agrícolas foram os principais assuntos abordados.

Este novo encontro ocorre cerca de quinze dias após a Comissão de Agricultura ter se reunido com todos os envolvidos em busca de ações junto à Secretaria de Segurança Pública. Naquela ocasião, o secretário garantiu que voltariam a conversar sobre o assunto  para explicar quais medidas seriam adotadas.

“Hoje nos reunimos novamente com o nosso vice-governador, Maurício Barbosa e representantes dos produtores para saber quais são os próximos passos e também agradecer o empenho do governo do estado em buscar soluções para este problema que tem apavorado os produtores baianos”, sinaliza Eduardo Salles.

O chefe da Segurança Pública explicou que após a primeira reunião foram traçadas estratégias e definidas ações integradas que serão implementadas. Ele revelou que há maior intensidade desse tipo de crime nas regiões leste, sul e extremo sul do estado. “Fizemos um trabalho de coleta de informações para que possamos ter um desenho de como estão distribuídos os furtos no estado. A partir daí, iremos definir estratégias de operações policiais”, explicou Maurício Barbosa.

Maurício também afirmou que é essencial o registro dos boletins de ocorrência por parte dos produtores sempre que houver algum crime,  com o intuito de melhorar a comunicação com a polícia. Ainda de acordo com o secretário, em julho deste ano foram registradas 56 ocorrências e janeiro, mês com maior concentração desse tipo de crime, 92 casos foram registrados.  Também foi pontuado que nos dias 10 e 11 de outubro já foram realizadas operações integradas com a ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia) e já há inquéritos instaurados.

Segundo o pecuarista Carlos Kruschewsky, da região de Feira de Santana, após a  primeira reunião do grupo, os produtores afirmam que já houve mudanças. “Aproveitei para agradecer ao secretário, pois já foram realizadas algumas operações da polícia na região e pudemos constatar o impacto desse trabalho”, ressalta.

Maurício Barbosa ponderou que o estreitamento da relação entre os produtores e as polícias é importante para o trabalho de inteligência. “As coisas estão bastante adiantadas e os produtores podem ter certeza que iremos avançar nesta ação. Já há uma determinação governamental para que tenhamos uma ação e com resultados. E isso será feito. Tenho certeza que nos próximos meses, os produtores já podem perceber os efeitos deste trabalho”, garantiu o secretário.

Os produtores sugeriram que seja avaliada a possibilidade de parceria público-privada entre a Secretaria de Segurança Pública e os produtores, a exemplo da que foi realizada nas regiões oeste e extremo sul. Maurício ponderou que a sugestão poderá ser analisada em um segundo momento. De imediato, ele afirmou que será necessário a ampliação das horas extras dos policiais.

Durante a reunião, os produtores relataram que os produtos roubados, como selas e adubos, estão sendo comercializados nas redes sociais.

O vice-presidente da FAEB (Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia), Humberto Miranda, citou que durante reunião da Federação com pecuaristas do extremo sul baiano, na semana passada, ouviu relatos e queixas dos produtores que o número de roubos está aumentando. “De fato, este cenário havia sido modificado após  uma ação mais intensa da polícia, mas agora voltamos a ter casos desse tipo de crime”, argumenta Humberto Miranda.

O secretário ainda afirmou que uma união de esforços está sendo feita  e que o delegado Élvio Brandão, diretor do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), irá conduzir as operações de combate e realizar avaliações permanentes do trabalho  a ser desenvolvido.  Também foi pautado pelo secretário a necessidade de maior sintonia com o Poder Judiciário e Ministério Público para que as ações possam avançar.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).