Rio de Janeiro: Comandante da PM pede apoio das Forças Armadas na busca a assassinos de coronel Luiz Gustavo Teixeira

Policiais e familiares participam do enterro, no cemitério Jardim da Saudade, do coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do Batalhão do Méier assassinado a tiros por criminosos.

Policiais e familiares participam do enterro, no cemitério Jardim da Saudade, do coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do Batalhão do Méier assassinado a tiros por criminosos.

Enterro do comandante do Batalhão do Méier, Rio de Janeiro.

Enterro do comandante do Batalhão do Méier, Rio de Janeiro.

O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, pediu reforço das Forças Armadas na operação de busca aos criminosos que mataram, na tarde desta quinta-feira (26/10/2017), o comandante do 3º BPM, no Méier, coronel Luiz Gustavo Teixeira, durante um assalto. Uma grande operação foi montada nos morros do Complexo do Lins, na zona norte, com a participação de 300 policiais de diversos batalhões, para tentar prender os assassinos.

“Falei com o secretário de Segurança sobre a possibilidade de receber apoio das Forças Armadas. Pedi uma reunião com o comandante Militar do Leste, que já se colocou à disposição. Há uma reunião que poderá ocorrer hoje ou amanhã (27), tão logo possível, para que possamos contar com essa valiosa e imprescindível ajuda das Forças Armadas”, disse o coronel.

“Nós estabelecemos uma parceria muito profícua com o Comando Militar do Leste (CML), na pessoa do general Braga Neto, que tem nos apoiado incondicionalmente, sempre estando à disposição. Penso que no menor espaço de tempo isto poderá acontecer”, disse o comandante.

Wolney Dias lamentou a morte do oficial e disse que a corporação tem manchado com sangue e suor o solo do Rio de Janeiro. Além do comandante do 3º BPM, um outro policial militar foi vítima de assalto, em Guadalupe, aumentando para 112 o número de PMs mortos no estado este ano

Operação

A Polícia Militar fechou a Estrada Menezes Côrtes, conhecida como Grajaú-Jacarepaguá, por medida de segurança, devido à operação contra o tráfico de drogas que a corporação está fazendo no Complexo do Lins, após a morte do comandante do batalhão do Méier.

Vídeos que chegaram à corporação mostram que os criminosos que ocupavam um carro Audi, roubado, e uma motocicleta, faziam um arrastão na Rua Lins de Vasconcelos com a Rua Hermengarda, na hora em que o coronel passava de carro, acompanhado do motorista da unidade, o cabo Nei Filho. O oficial voltava da zona sul, onde tinha participado da troca de comando no batalhão da PM, no Leblon.

O coronel estava fardado, o que provocou dezenas de tiros contra o carro do militar. O cabo Nei Filho, que dirigia o veículo estava à paisana, e chegou a trocar tiros com os criminosos, junto com o coronel que levou um tiro de fuzil no rosto e caiu do lado de fora do veículo. O cabo levou um tiro na perna, mas sem gravidade. Em seguida, os criminosos fugiram para uma das favelas que compõem o Complexo do Lins.

O Complexo do Lins é formado por 12 comunidades, que surgiram entre as décadas de 1930 e 1960. A construção e inauguração da Avenida Menezes Côrtes (de 1950 a 1955) movimentou a região. A comunidade Camarista Méier foi formada por volta da década de 1950. O Complexo do Lins e a comunidade Camarista Méier receberam Unidades de Polícia Pacificadora, em 2013.

Pesar

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança se solidarizou “com a dor e sofrimento dos familiares, amigos do comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar do Méier, Luiz Gustavo Lima Teixeira, de 48 anos, e de toda a classe policial. Todos os esforços estão sendo feitos para que, na forma da Lei, os responsáveis por essa afronta ao Estado e à sociedade não fiquem impunes e sejam punidos.”

Disque Denúncia oferece R$ 5 mil por informação sobre morte de coronel no Rio

O Portal dos Procurados do Disque Denúncia divulgou na quinta-feira (26) cartaz com título Quem Matou?com a finalidade de ajudar a Divisão de Homicídios da capital na identificação dos envolvidos na morte do coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, de 48 anos, comandante no 3º Batalhão da Polícia Militar (Méier), e do cabo Djalma Veríssimo Pequeno, de 36 anos, lotado no 41º Batalhão da PM (Irajá), ocorridas nesta quinta-feira.

Com a morte do oficial superior e do cabo Djalma, sobe para 112 o número de PMs mortos no estado do Rio em 2017, o que dá uma média de um policial morto a cada 2,7 dias. O Portal dos Procurados oferece R$ 5 mil de recompensa a quem der informações que levem à prisão dos autores do crime dos dois militares.

O coronel Luiz Gustavo foi morto a tiros dentro de uma viatura descaracterizada, no início da tarde, na Rua Hermengarda, esquina de Lins de Vasconcelos, no Méier, zona norte do Rio, durante um arrastão feito por criminosos armados usando uma moto e um carro roubado.

No momento do ataque, o carro que vinha à frente da viatura parou no meio da via. Depois, os bandidos desembarcaram para iniciar um arrastão. Houve troca de tiros e o oficial levou um tiro de fuzil no peito e o motorista foi atingido na perna.

Teixeira, que foi atingido no peito, chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, mas já chegou morto na unidade. Já o outro PM, não corre o risco de morrer. O coronel estava a 26 anos na PM e à frente do 3° Batalhão do Méier há quase dois anos. Ele deixa esposa e dois filhos.

Cabo Djalma

O cabo Djalma, do 41º BPM, foi morto durante uma troca de tiros em um shopping em Guadalupe, também na zona norte do Rio. Djalma e o outro policial estavam de folga e foram baleados ao reagirem a uma tentativa de assalto a uma joalheria, dentro do shopping Jardim Guadalupe, na Avenida Brasil. O cabo morreu no local, enquanto o outro PM foi socorrido no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste.

A polícia está usando vários canais para o recebimento de informações: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

Comandante de unidade da PM no Rio morre vítima de atentado

O comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, localizado no bairro do Méier, zona norte do Rio, foi atacado a tiros por criminosos quando passava pela Rua Hermengarda, que dá acesso ao bairro do Lins de Vasconcelos. A área do batalhão do Méier é cercada por 44 favelas. O carro do coronel Luiz Gustavo Teixeira, descaracterizado, foi atingido por dezenas de tiros, quando ele viajava no banco do carona ao lado do motorista da unidade militar.

O oficial ainda foi levado às pressas para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda não há informações se o policial que dirigia o carro também foi ferido na ação. A Polícia Militar considera este crime um atentado à corporação.

Em nota, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias Ferreira, lamentou a morte do coronel Luiz Gustavo Teixeira. O coronel Teixeira, de 48 anos idade, estava há 26 anos na PM, e à frente do 3ºBPM (Méier) há um ano meio. O coronel deixa mulher e dois filhos.

*Com informações da Agência Brasil.

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