Professores da UNEB aprova​m​ indicativo de greve

Professores da UNEB aprova​m​ indicativo de greve. Uma paralisação de 24h, com portões fechados, em 28 de novembro de 2017, também foi aprovada como mais uma ação que visa a crescente mobilização da categoria dos professores.

Professores da UNEB aprova​m​ indicativo de greve. Uma paralisação de 24h, com portões fechados, em 28 de novembro de 2017, também foi aprovada como mais uma ação que visa a crescente mobilização da categoria dos professores.

Os docentes da Uneb em assembleia geral aprovaram o indicativo de greve da categoria. Após falas que evidenciaram indignação contra a falta de comprometimento do governo Rui Costa, com as Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), os professores deram um passo importante rumo à construção da greve. A atividade foi finalizada neste final de tarde de segunda-feira (09/10/2017), no Campus I da universidade, em Salvador. Agora, Uneb, Uefs, Uesc e Uesb já têm o indicativo de greve deliberado por suas respectivas categorias docentes. Unidos, professores avançam na reivindicação de direitos trabalhistas, de maior orçamento e valorização da educação pública superior.

Uma paralisação de 24h, com portões fechados, em 28 de novembro, em todas as unidades da Uneb, também foi aprovada como mais uma ação que visa a crescente mobilização da categoria dos professores. Nesse dia de manifestação, a indicação ao Movimento Docente é a realização de protestos locais, em todos os 24 campi da universidade, na capital e no interior. A expectativa é que a paralisação aconteça nas quatro Ueba.

Durante a assembleia, desta segunda-feira (09), as docentes denunciaram que o governo estadual tem praticado o desmonte da educação pública, prejudicando professores, técnicos e estudantes. “Ao mesmo tempo em que o governo nega nossos direitos trabalhistas e orçamento digno às universidades, divulga à imprensa que as finanças do estado estão saudáveis, que a Bahia cresce dez vezes mais que o resto do país. Enquanto isso, mais de 440 professores das Ueba, sendo 299 na Uneb, permanecem com seus direitos à promoções e alterações de regime de trabalho negados. Além disso, faltam recursos à infraestrutura da universidade, à criação de restaurantes universitários e postos de atendimento médico, atrasos em bolsas de pesquisa e permanência estudantil, entre outros problemas”, afirmou Vamberto Ferreira, diretor da Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb).

Nesta mesma tarde de segunda-feira (09), a coordenação do Fórum das ADs, espaço que reúne representações docentes de Uneb, Uefs, Uesc e Uesb, encaminhou nova solicitação de reunião aos representantes das secretarias da Educação (SEC) e Administração (Saeb). A pauta de reivindicações 2017 está protocolada junto ao governo, desde 19 de dezembro de 2016.

Reivindicações da pauta 2017

1 – Destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (R.L.I.) do estado da Bahia ao orçamento anual das universidades estaduais, com revisão do percentual a cada dois anos e de tal forma que o recurso do ano não seja inferior ao executado no ano anterior;

2 – Recomposição salarial de 30,5%. O cálculo é o resultado da soma das perdas ocasionadas pela inflação de 2015 e 2016, acrescido de uma política de recomposição salarial;

3 – Cumprimento dos direitos trabalhistas dos docentes, a exemplo das promoções na carreira, adicional de insalubridade, mudança de regime de trabalho, reimplantação da licença sabática, conforme o estabelecido no Estatuto do Magistério Superior Público das Universidades do Estado da Bahia – Lei 8.352/2002;

4 – Ampliação e desvinculação de vaga/classe do quadro de cargos de provimento permanente do Magistério Público às Universidades Estaduais da Bahia.

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