“Prefeitos ACM Neto e João Doria, tudo a ver!”, compara Robinson Almeida; administração do prefeito de São Paulo é reprovada em pesquisa

João Doria, Paulo Skaf e ACM Neto. Pesquisa aponta para ampliação da reprovação popular a administração de João Doria.

João Doria, Paulo Skaf e ACM Neto. Pesquisa aponta para ampliação da reprovação popular a administração de João Doria.

Em nota encaminhada neste domingo (08/10/2017) ao Jornal Grande Bahia (JGB), o ex-secretário estadual de Comunicação da Bahia e suplente de deputado federal Robinson Almeida (PT) comentou sobre pesquisa do DataFolha que aponta para rejeição crescente do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), com queda de 9%.

Confira o teor da nota de Robinson Almeida

— A pesquisa do DataFolha revelou a reprovação do paulistano a atitude do prefeito de São Paulo, João Doria, de abandonar a gestão para fazer campanha antecipada para presidência da república. Preferido de ACM Neto e dos ricos, Doria caiu 9% na avaliação do seu governo. Para 58% da população, o prefeito deve honrar o compromisso de governar a cidade até 2020.

— ACM Neto tem tudo a ver com Doria, que quando passou em Salvador foi recebido com ovada pelo povo. Toda semana, Neto deixa a prefeitura e se joga em campanha antecipada pra governo do estado. Por onde passa, à semelhança do seu candidato a presidente, Neto causa polêmica, com vaias, gritos de golpista e plateias vazias.

— Não bastasse a ilegalidade da campanha antecipada e o absurdo da traição ao povo de Salvador, que elegeu o prefeito pra trabalhar quatro anos, Neto deixa a gestão nas mãos do PMDB de Geddel, que ocupa a vice-prefeitura. A cidade sente o abandono, com os bairros populares sem atenção básica de saúde, as escolas sem merenda e a iluminação precária.

— É bom os prefeitos, aliados de Temer e líderes do golpe, colocarem as barbas de molho. O povo tá de olho bem aberto pra quem não cuida das cidades e só pensa em suas próprias carreiras políticas. Pra infelicidade deles, caso insistam na aventura de se candidatarem, terão que enfrentar duas pedreiras: Rui Costa na Bahia e Lula no Brasil.

Dados da pesquisa

Segundo o levantamento, o tucano tem 32% de aprovação, 26% de rejeição e 40% de avaliação regular entre os paulistanos. Há quatro meses, Doria pontuava 41% de ótimo/bom, 22% de ruim/péssimo e 34% de regular.

O nome do João Doria também foi rejeitado pela maioria dos entrevistados, todos paulistanos, em uma eventual candidatura para 2018, 55% disseram que não votariam nele para presidente.

Com margem de erro de três pontos para mais ou menos, entre os 1.092 entrevistados de 4 a 5 de outubro, a curva é francamente desfavorável ao prefeito: fora do empate técnico em todas as simulações.

ACM Neto e João Doria

Segundo o jornal Folha de São Paulo, desde a última pesquisa, João Doria passou a percorrer o país em reuniões e estreitou relações com siglas como o DEM, cuja parcela ligada ao prefeito de Salvador, ACM Neto, vê o tucano como melhor candidato à Presidência que o seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Criticado por suas viagens nacionais, Doria sustenta que sua presença física é dispensável num mundo conectado e que São Paulo precisa ser “global”. A população não concorda, segundo o Datafolha. Para 49% dos paulistanos, suas viagens pelo país trazem mais prejuízos do que benefícios à cidade, enquanto 35% aprovam a iniciativa.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]