Feira de Santana: vereadora explica motivos de perseguição ao delegado João Uzzum

Cíntia Machado: quando Uzzum se recusou a ser testemunha e fazer aquilo que era do interesse de alguns, começou a perseguição.

Cíntia Machado: quando Uzzum se recusou a ser testemunha e fazer aquilo que era do interesse de alguns, começou a perseguição.

No uso da tribuna da Casa Legislativa de Feira de Santana, na sessão desta quarta-feira (18/10/2017), a vereadora Cíntia Machado (PSC) apresentou as razões que acredita terem ocasionado a exoneração do delegado João Uzzum do cargo de Coordenador Regional de Polícia Civil em Feira de Santana (1ª Coorpin), bem como a sua remoção da 3ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, no distrito de Humildes, para o município de Rafael Jambeiro, onde irá atuar na área administrativa da Coordenadoria de Polícia local.

“Até 2014, o coordenador de Polícia de Feira de Santana era o Dr. Ricardo Brito, que responde processo crime por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, peculato e Dr. João Uzzum foi arrolado como testemunha e foi solicitado que ele passasse a mão na cabeça. Daí quando Uzzum se recusou a ser testemunha e fazer aquilo que era do interesse de alguns, começou a perseguição”, relatou a vereadora.

Fazendo leitura da Portaria 562 de 03 de outubro de 2017, publicada no Diário Oficial do Estado, Cintia Machada criticou as alegações apresentadas para transferência do delegado da Delegacia de Humildes para a cidade Rafael Jambeiro. A edil negou que o cargo de delegado estava vago na referida cidade e considerou uma “piada” a alegação de que o índice de violência em Rafael Jambeiro seja maior que o registrado em Feira de Santana.

“É nítida a perseguição com o Dr. João Uzzum. Ele entrou administrativamente solicitando seu retorno à polícia civil de Feira de Santana e nunca recebeu resposta oficial, soube apenas do indeferimento do pedido, mas nunca teve acesso ao documento. Ontem quando estava fazendo meu discurso nesta tribuna, em dois minutos o delegado chefe Bernardino Brito Filho recebeu meu discurso. Quero dizer que não tenho medo de ninguém. Aqui tenho inviolabilidade da palavra e tudo que estou dizendo não é mentira”, declarou.

A edil voltou a convocar o deputado estadual e líder do governo, Zé Neto (PT), a prestar informações a respeito das medidas envolvendo o delegado João Uzzum. Ela afirmou, ainda, que o chefe do Serviço de Investigação de Feira de Santana, Lindauro de Araújo, também está sendo vítima de perseguição. “O senhor Lindauro, que tinha 30 anos atuando em nosso município, também foi removido da Delegacia de Humildes e agora está no município de Teodoro Sampaio.  Não sei se o governador do Estado tem conhecimento, mas da Secretaria de Segurança Pública para baixo, todos sabem”, afirmou.

Em aparte, o vereador Alberto Nery (PT) voltou a garantir que as denúncias serão apuradas e assegurou que o governador Rui Costa não compactua com medidas perseguidoras. “Conheço Rui desde a época de sindicalista e a vida dele nunca foi pautada no bandidismo. Reconhecemos o trabalho de Uzzum, e vamos levar ao governador essa situação. Rafael Jambeiro também necessita de um delegado, mas vamos investigar os reais motivos dessa transferência”, garantiu.

De volta com a palavra, a vereadora do PSC esclareceu que chamou o governo de bandido, em seu discurso na sessão de terça-feira (17) referindo-se ao fato de existirem pessoas no governo estadual que “querem colocar as coisas erradas debaixo do tapete”. A edil informou que o delegado João Uzzum irá acionar a justiça contra a perseguição que vem sofrendo.

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