Diretório do PSB recomenda à bancada a destituição da líder do partido na Câmara dos Deputados

Executiva nacional do PSDB cobra saída da deputada Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias da liderança do partido.

Executiva nacional do PSDB cobra saída da deputada Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias da liderança do partido.

Às vésperas da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o PSB recomendou na noite de segunda-feira (16/10/2017) a destituição imediata da líder do partido na Câmara dos Deputados, Tereza Cristina (MS). A decisão foi tomada durante reunião do diretório nacional da legenda, que havia se reunido para deliberar sobre a possível expulsão de quatro deputados federais da sigla, mas foi impedida por uma liminar da Justiça.

Com a impossibilidade de analisarem os processos disciplinares abertos no Conselho de Ética do PSB contra Danilo Forte (CE), Fábio Garcia (MT), Tereza Cristina (MS) e Fernando Coelho Filho (PE), os integrantes do partido decidiram pedir a saída de Cristina, que tem votado de maneira favorável a Temer e contrária a orientações da legenda. Licenciado da Câmara, o deputado Fernando Coelho Filho é ministro de Minas e Energia do governo Temer.

“Queremos um líder que cumpra as decisões do partido, que represente o partido e a posição majoritária da bancada, que é favorável à apuração dos crimes de que é acusado o senhor Michel Temer”, afirmou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, após o encontro. Ele informou que a recomendação de que a bancada do partido destitua a líder “no dia de amanhã ou no máximo depois de amanhã” foi tomada de forma unânime.

Desde o início da noite, os membros do diretório buscavam alternativas de sanção, após o juiz Hilmar Castelo Branco, da 21ª Vara Cível de Brasília, conceder uma liminar aos quatro deputados impedindo o partido de julgar o assunto no dia de hoje. O PSB recorreu da decisão, mas um desembargador do Tribunal de Justiça negou o recurso. Com isso, o diretório agendou uma nova reunião para o dia 26, para que possa decidir se expulsa ou não os parlamentares que votaram contra o partido e a favor da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados.

Para que a líder seja destituída, os deputados da sigla precisam recolher a assinatura de mais da metade dos integrantes da bancada, que hoje é formada por 36 parlamentares. Além dos quatro deputados, há mais nove parlamentares cujos processos ainda estão em análise pelo Conselho de Ética do PSB. O presidente Carlos Siqueira não descartou que esses integrantes “se ajustem” às posições e permaneçam na legenda, mas avalia haver um “constrangimento” por parte da bancada da Câmara favorável à denúncia contra Temer, já que Danilo Forte e Fábio Garcia, caso sejam mantidos na CCJ, devem descumprir novamente a determinação do PSB e votar para adiar as investigações.

“Nós não queremos mais esses [quatro] parlamentares no PSB. Eles devem procurar o seu destino. Temos o maior apreço pessoal por eles, mas do ponto de vista político estamos em total dissonância e não iremos permitir que o partido permaneça com a minoria querendo mandar na maioria. Isso é impossível. Quem quiser se ajustar às posições do partido, poderá fazê-lo. E os que não desejarem, que tomem seu rumo”, disse.

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