Combater a corrupção é necessário, mas não é suficiente para criar um país justo | Por Sérgio Jones

Panama Papers (em português: Documentos do Panamá) são um conjunto de 11,5 milhões de documentos confidenciais de autoria da sociedade de advogados panamenha Mossack Fonseca que fornecem informações detalhadas de mais de 214 000 empresas de paraísos fiscais offshore, incluindo as identidades dos acionistas e administradores.

Panama Papers (em português: Documentos do Panamá) são um conjunto de 11,5 milhões de documentos confidenciais de autoria da sociedade de advogados panamenha Mossack Fonseca que fornecem informações detalhadas de mais de 214 000 empresas de paraísos fiscais offshore, incluindo as identidades dos acionistas e administradores.

É mais que evidente que o combate a corrupção, de forma isolada, não reduz a desigualdade social que campeia o Brasil desde a sua formação. De acordo com o que aponta estudos  sobre evasão fiscal com base nos dados revelados nos documentos do Panama Papers e vazamentos relativos ao banco HSBC Swiss Private mostram que os considerados super-ricos, ou seja, pessoas com mais de 31 milhões de libras em ativos, sonegam 30% de seus impostos em média.

De acordo com levantamento e publicação recente do jornal britânico The Guardian. O documento intitulado Evasão e desigualdade fiscal descobriu que eles evadiram mais de 10 vezes os impostos devidos do que a população em geral, que em média evadiu 2%. Os economistas apontam no documento que “a probabilidade de esconder ativos aumenta muito com a riqueza”.

O que já é do conhecimento de todos nós brasileiros é que  a maior parte do patrimônio fruto de impostos evadidos se encontra  em contas no exterior e concentradas nas mãos de uma expressiva minoria, esta que  poderia pagar contadores, advogados e banqueiros para aconselhá-los.

O material foi coordenado por pesquisadores da Universidade Norueguesa das Ciências da Vida e da Universidade de Copenhague. Ele apenas analisa a riqueza de pessoas na Noruega, Suécia e Dinamarca, onde registros detalhados de riqueza pessoal estão disponíveis.

Até mesmo em países escandinavos considerados como modelo pelos seus elevados Índices de Desenvolvimento Humano, 40% dos mais ricos, ou seja, 0,1% das famílias locais, esconderam em média cerca de 50% de seus ativos no exterior.

O que podemos constatar é que a maioria das economias latino-americanas, asiáticas e europeias possuem muito mais riqueza do que a Noruega, os resultados encontrados na Noruega provavelmente serão inferiores aos da maioria dos países do mundo”, conclui o documento.  Parafraseando Vittorio Buttafava: “ O absurdo da avareza está no fato de o avaro viver como pobre e morrer como rico”.

*Sérgio Antonio Costa Jones é jornalista ([email protected]om).

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