Cachoeira: FLICA encerra edição 2017 com público de mais de 35 mil pessoas

Edição 2017 da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) atraiu 35 mil pessoas.

Edição 2017 da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) atraiu 35 mil pessoas.

A Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) já se consagrou como um dos mais relevantes eventos literários do Brasil. Este ano, realizada entre os dias 05 e 08 de outubro de 2017, a Flica bateu recorde de público, aproximadamente 35 mil pessoas passaram pela 7ª edição do evento. Todas as mesas literárias foram ocupadas em 100% da capacitação, cerca de 350 pessoas por sessão e o Cine-Theatro, espaço destinado para algumas atrações da Fliquinha, também esteve lotado em todos os dias do evento.

Os números da Flica a cada ano vêm crescendo. Nesta 7ª edição foram 10 mesas literárias, 20 atrações para as criançasdentro Cine-Theatro, exposições, 11 intervenções artísticas entre Território Flica, varanda do Sesi e escadaria da Câmera e mais de 50 atividades diversas no espaço educar para transformar.

​Nesta edição, o homenageado foi o autor Ruy Espinheira Filho, com mais de 20 livros publicados e ganhador diversos prêmios, como o Nacional de Poesia Cruz e Sousa, Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom, Rio de Literatura, além de ganhar o Jabuti. Ruy participou da mesa “A poesia em suas infinitas estações” com a mediadora Mônica Menezes e respondeu as perguntas do público, falou da sua carreira e das inspirações que é refletida em seus livros. “Sem a inspiração não há arte, a inspiração é a essência”, declarou o autor durante o bate-papo repleto de inspirações para futuros escritores.

A festa literária também trouxe algumas novidades na 7ª edição. O escritor e jornalista Tom Correia assumiu a função de curador que foi ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica. Autor de quatro livros individuais de contos e com participação em várias coletâneas, Tom classifica a experiência com a curadoria mais desafiadora da sua carreira, mas com uma sensação de encantamento desde a construção da ideia, o pensar de cada mesa, títulos e convidados. “Do imaginário à prática, chegamos a quase 100% do que a gente imaginou. A minha sensação para além do curador e também enquanto participante das mesas foi uma vibração de muito afeto entre as pessoas que assistiram às mesas”, concluiu.

Outra novidade foi a mesa inédita formada por Daniel Munduruku e Eliane Potiguara autores indígenas de reconhecimento internacional. Os escritores convidaram o público a se livrar de estereótipos construídos ao longo de 517 anos que massacram e invisibilizam os povos indígenas. Temas como ancestralidade, racismo, revolução, feminismo, cenário atual político e social estiveram presentes em quase todas as mesas, debatidos por grandes nomes nacionais e internacionais da literatura como Cuti, Carlos Moore, Minna Salami, Elisa Lucinda, Paulina Chiziane e Ricardo Lísias.

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