‘A Revolução Bipolar – A gênese e derrocada do socialismo soviético’, livro de autoria Luis Fernandes aborda 100 anos da Revolução Russa

Capa do livro ‘A Revolução Bipolar - A gênese e derrocada do socialismo soviético’, livro de autoria de Luis Fernandes.

Capa do livro ‘A Revolução Bipolar – A gênese e derrocada do socialismo soviético’, de autoria de Luis Fernandes.

O professor Dr. Luis Fernandes lançou — através da Editora PUC Rio, em parceria com a editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois — a obra ‘A Revolução Bipolar – A gênese e derrocada do socialismo soviético’. A publicação marca os 100 anos da Revolução Russa. Na obra, Luis Fernandes apresenta ampla análise da ascensão e colapso do regime socialista soviético e propõe um interessante ponto de partida: a opção pela estatização integral da economia teria bloqueado a capacidade de o sistema disseminar o progresso técnico na sociedade soviética, justamente no período em que o mundo passava por nova e profunda revolução científico-tecnológica-informacional.

Alternativa ao capitalismo

É indiscutível que transcorrido 100 anos da Revolução Russa a relevância para a humanidade tenha se firmado, constituindo-se, no início do século XX, em uma primeira – e única – alternativa sistêmica ao capitalismo mundial. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS, atual Rússia) foi decisiva na destruição do nazi-fascismo e no desmantelamento dos impérios coloniais. Depois da Segunda Guerra Mundial, cujas propostas de direitos sociais igualitários, de planejamento econômico centralizado e de inovações tecnológicas inspiravam o entusiasmo dos partidários e o receio dos inimigos.

A publicação

Na obra ‘A Revolução Bipolar – A gênese e derrocada do socialismo soviético’, o autor afirma que a influência da Revolução Russa no mundo foi tamanha que o célebre historiador britânico Eric Hobsbawm batizou de “breve século XX” o período da história mundial marcado pela sua gênese e derrocada (iniciado com a I Guerra Mundial, em 1914, e encerrado com a dissolução da União Soviética, em 1991).

Segundo Luis Fernandes, o legado da revolução soviética para a evolução histórica do mundo no século XX é múltiplo. Foi a primeira – e única – alternativa sistêmica ao capitalismo mundial. A URSS também teve participação importante na destruição do nazi-fascismo e no desmantelamento dos impérios coloniais. Depois da II Guerra Mundial, as propostas de direitos sociais igualitários, de planejamento econômico centralizado e de inovações tecnológicas inspiravam, de um lado, o entusiasmo dos partidários, do outro, o receio dos inimigos.

Para o autor, a gênese e derrocada do sistema socialista soviético traçam em tons dramáticos uma Revolução que se revelou “bipolar” em sentido duplo. No primeiro, a Revolução Russa cindiu a economia capitalista antes mundial em dois sistemas mundiais opostos, um capitalista e outro socialista. Esta ruptura constituiu a ordem bipolar da Guerra Fria.

Na avaliação de Luis Fernandes, o segundo sentido evoca conotações psicanalíticas. Em pouco mais de uma geração, a psique da sociedade soviética passou da autoconfiança desafiadora para um acentuado sentimento de inferioridade: uma espécie de “transtorno bipolar” coletivo. O resultado foi um colapso singular: um sistema político e socioeconômico que desmoronou de forma rápida e humilhante sem um conflito bélico direto.

Crítica

“O livro oferece uma contribuição original e seu autor, Luís Fernandes, está particularmente apto para empreendê-la, pois alia pesquisa acadêmica sobre a história do socialismo na União Soviética com estudos sobre as dimensões geopolíticas e geoeconômicas da evolução do sistema internacional no quadro das relações internacionais. Merece ser lido.”, comenta Daniel Aarão Reis, historiadora e professor titular de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Perfil do autor

Luís Manuel Fernandes é professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio), formado em Relações Internacionais pela Universidade de Georgetown, Estados Unidos, e é Mestre e Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ. Nos últimos doze anos, para além das suas funções acadêmicas, ocupou distintas funções de governo na área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foi Diretor Científico da FAPERJ de 1999 a 2002, Secretário Executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) de 2003 a 2007 e Presidente da FINEP de 2007 a 2012. É autor de diversos livros, trabalhos e artigos com foco nas transformações da ordem global e na economia política do desenvolvimento.

Perfil do IRI

O Instituto de Relações Internacionais – É um centro de excelência na área de Relações Internacionais no Brasil. Durante seus mais de 30 anos de existência, o Instituto teve atuação pioneira na pesquisa sobre as relações internacionais do Brasil, as mudanças politicas e econômicas na América Latina e as transformações na ordem mundial. Seu programa de pós-graduação forma mestres e doutores que atuam em diversas universidades do país e no exterior, e seu curso de graduação foi classificado entre os cinco melhores do país e o melhor do Rio de Janeiro. O corpo de professores do IRI é altamente especializado nas diferentes áreas temáticas das Relações Internacionais e possui ampla experiência e formação internacional.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).