Ex-presidente Lula recebe apoio de mais de 7 mil pessoas em ato em Curitiba

Ato na Praça Generoso Marques, em Curitiba, populares prestam solidariedades ex-presidente Lula.

Em fala para a militância, o ex-presidente Lula voltou a cobrar que o Ministério Público admita que não tem provas e peça desculpas.

O povo tomou conta da Praça Generoso Marques, em Curitiba (PR), para prestar apoio e manifestar solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele prestou depoimento, nesta quarta-feira (13/09/2017), na Justiça Federal de Curitiba. Lá, ele também Lula foi recebido por um cordão humano formado por centenas de apoiadores em frente ao prédio da Justiça Federal.

Após ter desmontado as mentiras dos delatores e apontado a falta de provas em denúncia sobre terreno, Lula voltou a cobrar que os investigadores apresentem provas. “Quero que o Ministério Público tenha coragem de admitir: não tenho provas, eu menti (o MP)”.

“Quero respeitar a justiça brasileira, respeitar a Constituição, a única coisa que peço é que quem está me acusando, em algum momento, se não provar que tem um real roubado na minha conta, que vá para a televisão pedir desculpas”.

Ele voltou a pedir que o povo não se “preocupe” com os depoimentos que precisa prestar. “Não se preocupem com os depoimentos que tenho que prestar. Virei a Curitiba prestar quanto depoimentos forem necessários. Eu não sou menor que ninguém. Não estou acima da lei”, disse o ex-presidente.

“Tenho consciência do porque dos ataques, do porque das tentativas de condenação, das mentiras. Fico orgulhoso porque depois de mais de dois anos investigando minha vida, investigando telefonema, gravando Marisa e eu, filmando e acompanhando, até agora não encontraram nenhuma prova”.

Aos companheiros que acompanhavam no ato e a toda militância, Lula garantiu: “quem tem uma turma de companheiros como eu tenho, não tem o que temer”

“Se eu tiver que contar uma mentira para enganar alguém. Jamais enganaria o povo. Prefiro a morte do que passar par a história como mentiroso para o povo brasileiro. Se eles estão com medo que eu possa voltar a me candidatar, é bom eles terem medo”.

Além disso, ele voltou a defender, conforme fez em mais de 20 dias de caravana pelo Nordeste, o legado dos seus governos para o povo e para a soberania do Brasil.

“Sonhei em fazer desse país uma potência da indústria naval, competitiva com coreanos e chineses. Sonhei em fazer da energia limpa do etanol uma energia limpa competitiva. Sonhei em fazer uma empregada doméstica ter a filha estudando na universidade. Sonhei ver o filho de pedreiro ser engenheiro. Sonhei que as pessoas mais humildes da periferia poderiam ser doutores”, disse.

“Como dizia o Chico Buarque: eu gosto do PT porque ele não fala grosso com a Bolívia e não fala fino com os Estados Unidos. Sonhei que poderíamos fazer um novo polo geopolítico. Sonhei que o Brasil tinha que pagar a dívida de 300 anos de escravidão com a África, não com dinheiro, mas com tecnologia. Sonhei que o Brasil poderia virar protagonista internacional, ser respeitado pelos Estados Unidos, Rússia, China, Alemanha e França”.

“Sonhei em fazer com que esse país perdesse o complexo de vira-lata e tivesse a coragem de olhar para seus parceiros em igualdade de condições”, completou.

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