Pesquisador Jorge Nóvoa palestra sobre o tema ‘Desdobramentos críticos da Revolução de 1917’; evento marca 100 Anos da Revolução Russa e ocorreu na UFRB, em Cachoeira

Professor Jorge Nóvoa diz que existe uma tendência, atual, a se resgatar o papel do campesinato na Revolução Russa, lembrando que Leon Trótski foi um dos pensadores que sublevaram o papel do trabalhador russo, reduzindo o papel do campesinato nas ações que deram sustentação a Revolução de 1917.

Professor Jorge Nóvoa diz que existe uma tendência, atual, a se resgatar o papel do campesinato na Revolução Russa, lembrando que Leon Trótski foi um dos pensadores que sublevaram o papel do trabalhador russo, reduzindo o papel do campesinato nas ações que deram sustentação a Revolução de 1917.

A primeira edição do ‘Ciclo de Debates: 100 anos da Revolução Russa’ abordou o tema ‘A Revolução Russa de 1917: legados e lições’. O evento ocorreu na quarta-feira (09/08/2017), no Auditório do Centro de Artes Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira.

Concluindo o primeiro ciclo de debates sobre os 100 anos da Revolução Russa, Jorge Nóvoa (UFBA) abordou o tema ‘Desdobramentos críticos da Revolução de 1917’. Ao dar início a palestra, o pesquisador destacou o fato da UFRB ser uma das poucas instituições, no país, a debater o tema 100 anos da Revolução Russa.

Na avaliação de Jorge Nóvoa, a Revolução Russa é o fato histórico mais importante do século XX. Ele observou que vários mecanismos do capitalismo moderno foram copiados, a partir de mecanismos implantados pelo Estado Soviético, com a finalidade de aplastar a sede de emancipação da classe trabalhadora, inserida no capitalismo ocidental.

Na sequência, o pesquisador cita dois pensadores marxistas, Rosa de Luxemburgo e Antonio Gramsci, como críticos do movimento bolchevique, que questionaram a condução do processo Revolucionário de 1917.

O professor Jorge Nóvoa registra que existe uma tendência, atual, a se resgatar o papel do campesinato na Revolução Russa, lembrando que Leon Trótski foi um dos pensadores que sublevaram o papel do trabalhador russo, reduzindo o papel do campesinato nas ações que deram sustentação a Revolução de 1917. Neste aspecto, cita a obra ‘História da Revolução Russa’, de autoria de Trótski.

Concluindo o primeiro ciclo de debates sobre os 100 anos da Revolução Russa, Jorge Nóvoa (UFBA) abordou o tema ‘Desdobramentos críticos da Revolução de 1917’. Ao dar início a palestra, o pesquisador destacou o fato da UFRB ser uma das poucas instituições, no país, a debater o tema 100 anos da Revolução Russa.

Na avaliação de Jorge Nóvoa, a Revolução Russa é o fato histórico mais importante do século XX. Ele observou que vários mecanismos do capitalismo moderno foram copiados, a partir de mecanismos implantados pelo Estado Soviético, com a finalidade de aplastar a sede de emancipação da classe trabalhadora, inserida no capitalismo ocidental.

Na sequência, o pesquisador cita dois pensadores marxistas, Rosa de Luxemburgo e Antonio Gramsci, como críticos do movimento bolchevique, que questionaram a condução do processo Revolucionário de 1917.

O professor Jorge Nóvoa registra que existe uma tendência, atual, a se resgatar o papel do campesinato na Revolução Russa, lembrando que Leon Trótski foi um dos pensadores que sublevaram o papel do trabalhador russo, reduzindo o papel do campesinato nas ações que deram sustentação a Revolução de 1917. Neste aspecto, cita a obra ‘História da Revolução Russa’, de autoria de Trótski.

O pesquisador infere que ocorreu uma certa “mitologia” do domínio do operariado no processo de constituição da revolução russa, divulgada por escritores da revolução, e que essa “mitologia” está sendo revista.

Exemplo desta revisão, explica Jorge Nóvoa, é a tese de doutorado do historiador francês Marc Ferro, desenvolvida a partir de pesquisa sobre a Revolução Russa, em que ficou evidenciado que a parcela do operariado, durante a revolução, era pequena e que chegaram ao ponto de se recolher nas fábricas, com a finalidade de sobreviver ao movimento bolchevique e ao movimento contrarrevolucionário.

O professor Jorge Nóvoa questiona o fato da não existência de publicações que não dão conta da participação do operariado existente nas cidades mais desenvolvidas industrialmente, à época da Revolução, a exemplo de São Petersburgo.

Jorge Nóvoa afirma que os questionamentos sobre a participação do operariado na Revolução de 1917, nos meses de fevereiro de outubro, não nega o caráter proletariado da Revolução, que almejava paz, terra, trabalho e liberdade, em todos os níveis da vida social.

O pesquisador cita que, em janeiro de 1918, os bolcheviques convocaram uma Assembleia Constituinte. Ele observou que a maior dos parlamentares eleitos para elaboração da Constituição pertencia ao Partido Socialista Camponês, o que levou os bolcheviques, por possuir a minoria do parlamento, a fechar a Assembleia Constituinte.

Na avaliação de Jorge Nóvoa, a ação política dos bolcheviques foi um grave equívoco. O professor infere que esse é um dos momentos que marca o início do processo intenso de burocratização do Estado Soviético.

Perfil do palestrante

Jorge Nóvoa é doutor pela Universidade de Paris 7 – Denis Diderot; Pós-doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) 1998-1999; e Professor Convidado da Universidade de Paris III – Sorbonne Nouvelle (Departamento de Cinema e Audiovisual); e professor titular da UFBA, do Departamento de Sociologia e da Pós-Graduação em Ciências Sociais.

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Perfil do Autor

Nilson Weisheimer
Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS – 2009), Pós-Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP – 2015), professor adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS/UFRB), líder dos Grupos de Pesquisa do CNPq: Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural (NEAF/UFRB) e Observatório Social da Juventude (OSJ/UFRB), e vencedor do Prêmio CAPES de Teses em Sociologia 2010.