Cuba denuncia “operação” mundial contra Venezuela e repudia sanções

Nicolás Maduro Moros, presidente da República Bolivariana da Venezuela.

Nicolás Maduro Moros, presidente da República Bolivariana da Venezuela.

O governo de Cuba denunciou uma “operação internacional” contra a Venezuela, repudiou as sanções “insólitas” e “arbitrárias” impostas pelos Estados Unidos ao presidente Nicolás Maduro e reiterou sua “inquebrantável” solidariedade com o povo e o Executivo do país sul-americano.

Em uma declaração emitida hoje (01/08/2017), o Ministério de Relações Exteriores de Cuba acusa o governo dos EUA de impor ao presidente venezuelano sanções “insólitas, que violam o Direito Internacional e arbitrárias”.

Segundo o governo cubano, está em andamento uma “bem arquitetada operação internacional”, dirigida pelos EUA e com apoio do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, com o objetivo de “silenciar a voz do povo venezuelano, não reconhecer sua vontade” e “forçá-lo a se render através de ataques e sanções econômicas”.

“Conhecemos bem todas essas práticas intervencionistas. Eles acreditam que assim conseguirão fazer com que o povo se submeta a uma oposição marionete, que eles mesmos financiaram e que agora promete fazer o país explodir”, acrescentou o governo cubano na declaração.

Além disso, Havana opinou que “os que pretendem derrubar a Revolução Bolivariana e Chavista por vias inconstitucionais, violentas e golpistas assumirão uma séria responsabilidade perante a história”.

Direitos soberanos

O ministério cubano afirmou que, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte deste domingo, o povo venezuelano demonstrou que “é dono pleno de seus direitos soberanos e que milita decisivamente ao lado da paz, em defesa da segurança popular, da independência e da livre determinação de sua Pátria”.

Além disso, Havana assinalou que a Venezuela “compareceu às urnas como nunca antes em um processo constituinte” e que “a estratégia do imperialismo e das oligarquias, e de uma oposição que não titubeou para desatar as expressões mais brutais de crueldade, foi derrotada”.

O governo venezuelano comemorou nesta segunda-feira o triunfo obtido na eleição dos integrantes da Assembleia Nacional Constituinte e, segundo o Conselho Nacional Eleitoral, mais de 8 milhões de votantes compareceram às urnas.

A Venezuela é na atualidade o principal aliado político e econômico de Cuba, que recebe petróleo venezuelano a preços subsidiados em troca do envio de profissionais cubanos – principalmente médicos e professores – ao país sul-americano.

Políticos da oposição voltam a ser detidos na Venezuela

O Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) da Venezuela voltou a deter na madrugada desta terça-feira (1º) os políticos opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam em regime de prisão domiciliar. As informações são da agência de notícias EFE.

“Acabam de levar Leopoldo de casa. Não sabemos onde ele está, nem para onde o levaram. (Nicolás) Maduro é responsável se algo lhe acontecer”, disse Lilian Tintori, a esposa de López, através do Twitter.

O deputado Richard Blanco, coordenador do partido Alianza Bravo Pueblo (ABP), indicou que o Sebin também levou “o prefeito Ledezma” nesta madrugada.

Alguns dirigentes do Vontade Popular (VP), o partido de López, bem como do ABP, a legenda de Ledezma, reiteraram essas informações, responsabilizaram o presidente Nicolás Maduro pela integridade física de ambos e asseguraram desconhecer o local para onde eles foram levados.

Vários representantes da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) divulgaram um vídeo que mostra Ledezma sendo retirado de sua residência – onde estava em regime de prisão domiciliar desde 2015 – por funcionários do Sebin.

Uma fonte próxima a López confirmou que também foram funcionários do Sebin os que levaram o opositor de sua residência, onde ele cumpria prisão domiciliar desde 8 de julho.

Ledezma foi detido em fevereiro de 2015 acusado de conspiração e formação de quadrilha e, após dois meses na prisão militar de Ramo Verde, recebeu uma “medida cautelar” e, por motivos de saúde, passou a cumprir a pena em sua residência. Quase dois anos e meio após sua detenção, Ledezma ainda não foi condenado.

López, por sua vez, passou mais de três anos na mesma prisão e seus advogados denunciaram que ele foi torturado em várias ocasiões.

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