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A Marinha, sob o comando de Eduardo Bacellar | Por Baltazar Miranda Saraiva

Presidente Michel Temer é recebido pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira durante cerimônia de cumprimentos de fim de ano dos Oficiais-Generais, em 16 de dezembro de 2016.

Presidente Michel Temer é recebido pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira durante cerimônia de cumprimentos de fim de ano dos Oficiais-Generais, em 16 de dezembro de 2016.

A excelente entrevista do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, ao jornalista Roberto Lopes, em Brasília, demonstra a preocupação da instituição com o corte de recursos devido à crise econômica, com reflexos em suas necessidades de modernização frente aos avanços tecnológicos de outras forças navais, principalmente no continente sul-americano.

Para vigiar e proteger os 176 bilhões de barris de recursos existentes em nossa área de Pré-Sal,  são necessários grandes investimentos no setor naval, já afetado por diversos cortes em seu orçamento, a exemplo do submarino nuclear brasileiro, cuja previsão inicial seria para o ano de 2025.

Pela Lei Orçamentária, a Marinha teria disponível R$ 3,86 bilhões para custeio e R$ 2,1 bilhões para investimentos somente para este ano de 2017. Com o corte de R$ 2 bilhões, todos os projetos da Marinha foram afetados, principalmente o relacionado à defesa da Amazônia Azul, uma área de 4,5 milhões de quilômetros quadrados, que exige constante fiscalização.

A Marinha sofre com a deficiência de navios e armamentos modernos para garantir nossa segurança marítima e a defesa do Atlântico Sul, fiscalizar nossos mares e rios e impedir que embarcações estrangeiras invadam as águas jurisdicionais do nosso país.

Os planos de defesa e de geopolíticas elaborados pela Marinha exigem recursos para ser implementados. A gestão do Almirante Leal Ferreira, face a crise porque passa o país, não conta com recursos suficientes para investir na revitalização dos seus navios, helicópteros, porta-aviões e na infraestrutura naval.

Sabemos que a Marinha está reconsiderando vários outros projetos, a exemplo do programa de modernização dos caças AF-1 (A-4KU Skyhawk) do Esquadrão Falcão da Força Aeronaval, jatos comprados do Kuait no fim da década de 1990, além de outros modernos equipamentos capazes de assegurar a nossa soberania.

Além de contribuir para a defesa, a Marinha também tem como missão garantir os poderes constitucionais, proteger os interesses nacionais e atuar em ações sob a égide de organismos internacionais ou em missões de apoio à política externa brasileira.

Responsável pelo policiamento da costa brasileira e águas interiores, tem como atribuições subsidiárias particulares, orientar e controlar a Marinha Mercante e suas atividades correlatas, principalmente no que interessa à defesa nacional, além de prover a segurança da navegação aquaviária, desenvolver e implantar políticas nacionais relativas ao mar.

Pelas especificidades dessas atribuições, o Comandante da Marinha tem razão em se preocupar com a defesa do nosso país, principalmente quanto à modernização tecnológica de suas armas e equipamentos, em especial na sua parte geopolítica, que Friedrich Ratzel considerava a dominação plena de um determinado território do Estado.

Os projetos do Almirante Eduardo Bacellar  se revelam extremamente importantes, pois a principal missão dessa Força é proteger as fronteiras marítimas do nosso país, com mais de 8,5 milhões de quilômetros de extensão, 16 portos principais e 4 grandes terminais, por onde escoam, aproximadamente, 26 mil navios por ano.

O Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira demonstrou, em sua entrevista, que é um especialista no assunto. Profissional altamente competente, herdou do seu pai, o Almirante-de-Esquadra Luiz Leal Ferreira, seu amor e sua vocação para o mar.

Casado com Christiani Prisco Leal Ferreira, o ilustre comandante tem um casal de filhos e dois netos. Ingressou na Marinha em janeiro de 1971, na Escola Naval. Foi declarado guarda-marinha em 13 de dezembro de 1974 e promovido à contra-almirante em 31 de março de 2004. Ao longo de sua carreira permaneceu embarcado por mais de 16 anos e possui cerca de 1.300 dias de mar. No dia 6 de fevereiro de 2015 assumiu o comando da Marinha do Brasil, estabelecendo uma nova politica de profissionalização e desenvolvimento da tropa e da instituição.

O último cargo ocupado pelo Almirante Leal Ferreira antes de assumir o mais importante comando da Marinha, foi o de Comandante da Escola Superior de Guerra, instituição vinculada ao Ministério da Defesa. Ele chegou ao almirantado em março de 2004 e alcançou o posto de Almirante-de-Esquadra em março de 2013.

Em seus mais de 40 anos de carreira, recebeu diversas condecorações e desempenhou importantes funções de comando e direção, entre as quais Comandante do Aviso de Instrução “Aspirante Nascimento”, Comandante da Corveta “Frontin”, Comandante da Fragata “Bosísio”, Comandante do 2º Esquadrão de Escolta, Capitão dos Portos do Rio de Janeiro, Instrutor da Escola Naval e da Escola de Guerra Naval, Oficial de Gabinete do Ministro da Marinha, Instrutor de Navegação Astronômica na Academia Naval de Annapolis – EUA, Aluno na Academia de Guerra Naval do Chile, Chefe do Estado-Maior da Esquadra, Presidente da Comissão de Desportos da Marinha, Comandante do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, Comandante da Escola Naval, Comandante do 7º Distrito Naval, Diretor de Portos e Costas, Comandante-em-Chefe da Esquadra, Comandante da Escola Superior de Guerra e Comandante da Marinha.

O Brasil deve muito a esse bravo e patriótico militar, símbolo de nossas Forças Armadas e defensor da soberania do Brasil nos mares que costeiam seu imenso território, e onde, como consta dos versos que compõem o Hino Oficial dessa gloriosa Força, todos cumprem a sua missão.

*Baltazar Miranda Saraiva é Desembargador, membro da Comissão de Igualdade do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA) e Vice-Presidente Social, Cultural e Esportivo da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES).

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