Salvador: vereador José Trindade diz que obedientes aliados de ACM Neto são mal informados e que inexperiência administrativa do prefeito se revela através das picuinhas

Vereador José Trindade diz que obedientes aliados do prefeito ACM Neto são mal informados: "só aplicou 30% do valor que arrecadou com o Hospital Municipal".

Vereador José Trindade diz que obedientes aliados do prefeito ACM Neto são mal informados: “só aplicou 30% do valor que arrecadou com o Hospital Municipal”.

O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), José Trindade (PSL), rebateu a fala do deputado estadual Pablo Barrozo (DEM) sobre o pedido de liminar da oposição da CMS contra a venda dos terrenos no projeto de desafetação da prefeitura de Salvador.

“Eu entendo a fala do deputado, dá para ver que os obedientes aliados do prefeito são mal informados. Á prefeitura desafetou em 2014, 59 terrenos e até o momento só conseguiu vender 14 e disso, só aplicou 30% do valor que arrecadou com o Hospital Municipal.  Ou seja, pode muito bem utilizar a venda dos terrenos restantes para aplicar em saúde”, afirmou.

Barrozo acusou a oposição de ter recebido ordens do governador Rui Costa (PT) para que derrubassem o projeto de desafetação de terrenos “para tentar atrasar as obras de construção do Hospital Municipal de Salvador”.

Segundo Trindade, os aliados do prefeito ACM Neto (DEM) estão acostumados a posição de submissão. “Talvez o deputado esteja falando isso porque o grupo político que ele serve está acostumado a ser submisso e subserviente ao prefeito, mas no governo democrático de Rui Costa essa é uma prática inexistente”, rebateu.

O vereador disse ainda que a inexperiência administrativa do prefeito se revela através das picuinhas. “Neto tem 45 terrenos encalhados desde 2014. O prefeito tenta compensar a inexperiência administrativa e se vende nas picuinhas com seus aliados”.

A oposição da Câmara lutou na justiça, através de liminar que requeria a suspensão da votação do projeto de desafetação na Câmara Municipal de Salvador. No mandado de segurança, os vereadores José Trindade (PSL), Marta Rodrigues (PT) e Aladilce Souza (PCdoB) argumentaram que a prefeitura não apresentou estudos técnicos “para avaliação do interesse público do projeto”.

Eles cobraram valores dos imóveis, estudos técnicos, manifestação formal das secretarias da Saúde, Cidade Sustentável e Educação sobre possíveis bens afetados como áreas verdes, escolares ou para saúde.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).