Jornalista Joilton Freitas descarta ingresso do prefeito José Ronaldo em partido da base do governo Rui Costa

José Ronaldo de Carvalho e Joilton Freitas. Jornalista avalia que prefeito não vai ingressar na base do governo Rui Costa.

José Ronaldo de Carvalho e Joilton Freitas. Jornalista avalia que prefeito não vai ingressar na base do governo Rui Costa.

Em nota, encaminhada ao Jornal Grande Bahia nesta sexta-feira (22/07/2017), o jornalista Joilton Freitas — âncora do programa de rádio Rotativo News — analisa os rumores sobre o possível ingresso do prefeito José Ronaldo (DEM) em um dos partidos da base de apoio do governador Rui Costa (PT), com a finalidade de viabilizar uma possível candidatura ao senado federal. Na avaliação de Freitas, os boatos não encontram amparo na trajetória política de Ronaldo, portanto, descarta de forma contundente o ingresso do Democratas na base de apoio do PT, mantendo fidelidade ao projeto liderado pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

A afirmação de Joilton Freitas é correta, porém, os argumentos utilizados foram apresentados com o devido desvio ideológico que mantém, ou seja, é um jornalista de perfil conservador/reacionário, à similitude de Reinaldo Azevedo e outros. Além do óbvio fato de ser, Joilton Freitas, um dos liderados do prefeito José Ronaldo, em Feira de Santana. Fato confirmado no pleito eleitoral de 2016, oportunidade em que foi candidato a vereador pelo PPS, partido da base Ronaldista.

Conjuntura política

Analisando a conjuntura político-econômica, observa-se que as pesquisas indicam que a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT/SP) permanece intensa junto ao eleitorado, ou seja, independente do cenário, a participação ou apoio do ex-presidente é um fator determinante para parte significativa do eleitorado.

Observa-se, também, que o conjunto de forças que apoiaram a eleição de Rui Costa, vitoriosa no primeiro turno de 2014, permaneceu intacta, sem defecções. Soma-se a este elemento o fato do ex-governador Jaques Wagner, reconhecido pelo carisma pessoal junto ao eleitorado, atuar como secretário do governo da Bahia, com pretensões ao senado federal. Além destes fatores, diferente de diversos governantes, Rui Costa faz uma gestão bem avaliada, conduz o governo mantendo significativa capacidade de investimento, e tem relevante trabalho realizado à apresentar aos baianos, no pleito de 2018.

Na contraordem, ACM Neto está vinculado ao governo de Michel Temer (PMDB/SP), portanto, a um processo de tomada de poder antirrepublicana, que foi avaliada por jornalistas, a exemplo de Sidney Rezende, como Golpe Parlamentar. O governo Temer, por sua vez, é citado como um governo de corruptos, e as pesquisas de opinião evidenciam grave rejeição ao presidente da República.

Neste decadente cenário, um dos destacados aliados de ACM Neto, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB/BA) está em prisão domiciliar, por decisão judicial vinculada a atos de corrupção do Caso Lava Jato. Observa-se que o próprio ACM Neto é um dos citados no esquema de corrupção, em inquérito enviado pela Procuradoria-geral da Republica à Justiça Federal da Bahia.

Ministro do Governo Temer, Antônio Imbassahy (PSDB/BA), histórico liderado do magalhismo, enfrenta problemas internos no próprio partido. O presidente interino, senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), em mais de uma oportunidade expressou que o PSDB deve abandonar os cargos do Governo Temer e manter apoio às reformas neoliberais em curso.

Completando o cenário, o Democratas apoiou o aumento das taxas que incidem no setor do petróleo e gás, penalizando a sociedade a pagar a conta dos parlamentares comprados para deter a autorização da denuncia criminal contra o presidente Michel Temer. Processo que está em trâmite na Câmara dos Deputados.

Neste cenário, surgem os seguintes questionamentos:

Será que os soteropolitanos que conferiram vitória eleitoral no pleito de 2016 à ACM Neto, para prefeito, votariam nele para governador?

Sem capacidade de atrair apoiadores do governo Rui Costa para uma possível campanha à governador, ACM Neto terá capacidade de obter êxito?

Observando os questionamentos e a realidade fática, infere-se que o prefeito José Ronaldo, objetivando mandato majoritário em 2018, busca alternativas ao projeto liderado por ACM Neto e, com isso, tenta valorizar a própria posição junto ao grupo.

Conclusão

No cenário atual, observa-se que não há espaço na chapa majoritária liderada por Rui Costa em 2018. Enquanto, no grupo de ACM Neto, por óbvio, sobra espaço.

Mas, como a política é realizada pelos seres humanos na interação social, observa-se que novos cenários podem emergir, decorrentes de fatores que estão em curso, ou de fatores que ainda não foram apresentados.

Por certo, no momento, a possibilidade do governador Rui Costa ser reeleito é significativa. Fato comentando, inclusive, por políticos do bloco de oposição ao governador.

Confira a nota de Joilton Freitas

Os lulopetista de Feira de Santana vivem falando mal de José Ronaldo. Mas, o partido tenta, através de seus partidos satélites, cooptar o prefeito para a chapa de Rui Costa. Visando as eleições de 2018. E por que isso acontece? Simples: para fortalecer a candidatura a reeleição do governador.

O Palácio do Ondina sabe que a eleição será difícil. Sabe que precisa impor baixa nas fileiras da oposição. Rui Costa tem uma boa avaliação junto aos baianos. Mas, sabe que isso é muito pouco para se manter a frente como mandatário maior do estado. A derrocada do partido em nível nacional, com a sua maior estrela, o ex-presidente Lula, bastante avariada, as contas para chegar, não fecham.

É óbvio, que até a eleição tem muita coisa para acontecer, e em política, um ano pode ser uma eternidade. Rui sabe que precisa se fortalece no interior, onde reside a maioria do seu eleitorado ou do PT, devido ao programa bolsa família.

O candidato do DEM, ACM neto tem aparecido bem na Região Metropolitana, conta com o apoio do PSDB e PMDB, isso, para ficarmos nos partidos grande, que tem densidade junto ao eleitorado e tempo de TV e rádio.

A possível migração de Ronaldo para a base petista é de uma engenharia muito grande e traumática. O prefeito sempre foi fiel a sua linha política ideológica. Ronaldo sabe que não se faz política sozinho. Lidera um grupo que lhe acompanha com uma fidelidade canina. Conseguiu trazer para o seu grupo aliados de peso: Colbert Martins [ex-deputado federal], Sérgio Carneiro [ex-deputado federal] e até o apoio do João Durval [ex-senador e ex-governador], que mesmo com uma idade avançada, é um político que tem muito carisma e eleitores no sertão.

Portanto, Ronaldo consegui aglutinar em torno de si uma coisa que político mais precisa. apoios! Pelo perfil de aglutinador, ele se fortaleceu nos últimos anos. Assim, se tornou uma peça importante no xadrez político do estado.

Diante disso, acredito que ele continuara onde sempre esteve. Ele não é dado a movimentos bruscos. Não é um político sonhador. Tem pé no chão e sabe para onde os ventos sopram. A não ser que os ventos mudem. Nesse caso, tudo pode acontecer. Sim! Mas, como ficariam os lulopetistas, em Feira de Santana, que o tem como inimigo mortal?

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]