Ex-presidente Lula é condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e seis meses de prisão; magistrado é identificado como pessoa próxima de políticos conservadores

Juiz Sérgio Moro e o senador Aécio Neves (PSDB) em momento de íntimo diálogo. O senador é investigado no Caso Lava Jato e foi citado por funcionários da Odebrecht como corrupto, receptador de propina. Juiz de primeira instância Sérgio Moro transforma direito em obrigação, evidenciando uma vez mais a parcialidade.

Juiz Sérgio Moro e o senador Aécio Neves (PSDB) em momento de íntimo diálogo. O senador é investigado no Caso Lava Jato e foi citado por funcionários da Odebrecht como corrupto, receptador de propina.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, condenou nesta quarta-feira (12/07/2017) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex no Guarujá. É a primeira vez que um ex-presidente da República é condenado por corrupção no Brasil.

Se a sentença for confirmada em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal (TRF), o petista será preso e pode se tornar inelegível. A corte costuma, no entanto, levar mais de um ano para dar um parecer sobre as sentenças de Moro. Ainda cabe recurso da decisão.

Críticas

A atuação do magistrado Sérgio Moro é qualificado por juristas como político/partidária. Em eventos com políticos conservadores, a exemplo do senador Aécio Neves (PSDB/MG), governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) e presidente Michel Temer (PMDB/SP) a relação de proximidade entre o juiz e os políticos ficou evidente.

Baixe

Sentença do juiz Sérgio Moro condenando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Publicidade

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).