Vereador critica interdição de setores da Casa de Saúde Santana

Vereado Ewerton Carneiro da Costa (Tom).

Vereado Ewerton Carneiro da Costa (Tom).

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (31/05/2017), na Casa da Cidadania, o vereador Ewerton Carneiro, Tom (PEN), repercutiu a interdição de setores da Casa de Saúde Santana, ocorrida na tarde da última segunda-feira (29). Para ele, o ato foi político.

“A Casa de Saúde Santana tem uma marca no Município e vem ajudando muitas pessoas de Feira de Santana e região. Tenho por ela um respeito muito grande. Vi a decisão adotada pelo diretor do Núcleo Regional de Saúde Centro-Leste, Edy Gomes, bem como sua entrevista a alguns programas de rádio e o achei muito contundente, alegre, em fechar a unidade de saúde. Sabemos que o cargo de diretoria do órgão fiscalizador é político. Quando ele endossa o fechamento, endossa também várias mortes. Porque ele, como autoridade, também não fecha determinados hospitais estaduais aqui na Bahia?”, questionou Tom.

O edil comparou a Casa de Saúde Santana ao Hospital Geral Clériston Andrade e pediu  a interferência das autoridades para a reabertura dos setores interditados. “Temos no HGCA um gestor de excelência, mas se a vigilância adentrar ali fecha as portas do local. Porém, Edy está tratando o hospital estadual de uma maneira e o particular de outra. Gostaria de pedir ao Ministério Público e aos nossos representantes políticos que interfiram nessa questão para que os setores sejam reabertos, pois a população está sendo prejudicada com a falta de assistência médica”, pontuou.

Tom ressaltou que, até o momento, não há relatos de infecção hospitalar na Casa de Saúde Santana. “Nunca houve um caso de morte por infecção hospitalar naquela unidade. Porque o HGCA e o Roberto Santos nunca foram interditados? Vejo que foi uma decisão política para barrar alguém. O Hospital Estadual da Criança, por exemplo, é um elefante branco que só funciona uma pequena parte e já recebi a informação de que faltam médicos e medicamentos. Porque a fiscalização não fiscaliza o HEC?”, perguntou.

O vereador tratou como falta de respeito o ato de interdição e afirmou que se há falhas na unidade hospitalar elas devem ser ajustadas, mas a obstrução dos setores não é necessária. “Acredito que essa interdição não é um problema do Poder Legislativo, mas sim de toda a população. São dezenas de pessoas que estão sendo impedidas de receberam procedimentos médicos necessários, como cirurgias. Respeito todos os técnicos da NRS, mas a principal atividade do órgão é fechar hospitais que salvam vidas. Estou muito triste com a interdição”, disse.

Em aparte, o vereador Edvaldo Lima (PP) afirmou que diante da interdição não se pode observar outra coisa senão perseguição política. “Para onde vão as pessoas que deveriam ter procedimentos realizados naquela unidade? Tinham 16 pessoas prestes a realizem procedimento cirúrgico quando aconteceu a interdição. O médico Tarcízio Pimenta foi obrigado a parar uma cirurgia no momento. Parabéns a ele e a Germano, que não deixaram o hospital parar de funcionar”, analisou.

Também em aparte, o edil Marcos Lima (PRP) parabenizou Tom pelo pronunciamento. “Enquanto a Bahia precisa da abertura de mais hospitais, em Feira de Santana estão fechando. Estamos andando na contramão. É lamentável o que aconteceu, estamos todos tristes e o povo sofrendo”, findou.

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