Salvador: Caso do Colégio Anchieta é sintoma de que a educação deve ser repensada, afirma vereador

Ku Klux Klan é o nome de três movimentos distintos dos Estados Unidos. Eles defendem ações reacionárias e extremistas, tais como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração.

Ku Klux Klan é o nome de três movimentos distintos dos Estados Unidos. Eles defendem ações reacionárias e extremistas, tais como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração.

O vereador Hilton Coelho (PSOL), na sessão plenária desta segunda-feira (12/06/2017) usou a tribuna da Câmara de Salvador para falar contra a apologia da organização racista Ku Klux Klan feita por estudantes do Colégio Anchieta, localizado na Pituba. “Depois do triste episódio ocorrido no Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH) onde estudantes fantasiaram-se de faxineiro, empacotador, ambulante e até mesmo bandido, aqui em Salvador, a cidade mais negra fora da África, passa pelo desprazer de ver jovens fantasiados de racistas estadunidenses”.

Ele relaciona o episódio à discussão que se faz sobre a tal “Escola Sem Partido”. “A agressividade com que a direita se comporta na tentativa de avançar com sua ideologia, faz com que seus pensamentos e forma de atuação se tornem mais transparentes à sociedade. É preciso aproveitar essa oportunidade fazer a denúncia e combatê-los. O combate se dá através da luta de ideias e de uma escola sem mordaça”.

O legislador lembra que “o lema do Colégio Anchieta é ‘formando pessoas para mudar o mundo’. Ora, ao que parece, tudo deu errado com a instituição. Um grupo de estudantes fazer apologia a uma organização racista, promotora de atos de violência e intimidação contra os negros libertados, é deprimente e merece ser combatida por toda sociedade”.

Hilton Coelho defendeu maior empenho na implantação real da lei 10.639, que obriga o ensino da África e seus descendentes na escola. “A lei é uma conquista do movimento social e do povo brasileiro. Quando você tem uma lei, as condições de monitoramento e gestão obrigam o setor público e privado a dar respostas, por isso essa lei, sem dúvida, é uma das grandes conquistas que nós tivemos. Devemos superar as dificuldades para a implementação da lei. Exigimos políticas que não nos discriminem em um dos nossos alicerces de formação, que é a escola”.

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