Rocha Loures, o ‘longa manus’, é preso pela Polícia Federal; político é suplente de deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer

Rocha Loures carrega mala com R$ 500 mil em dinheiro.

Rocha Loures carrega mala com R$ 500 mil em dinheiro.

A Polícia Federal informou que o suplente de deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi preso neste sábado (03/05/2017), por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Operação Lava Jato. Rocha Loures é ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB/SP).

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Loures é o ‘longa manus’ de Michel Temer, ou seja, era executor de crime premeditado pelo chefe.

“Vale ressaltar que o envolvimento de Rodrigo Santos da Rocha Loures nos fatos relativos ao inquérito […] se deu na condição de homem de “total confiança” – verdadeiro longa manus – do presidente da República Michel Miguel Elias Temes Lulia”, escreveu a Procuradoria Geral.

“Ante ao exposto, o Procurador Geral da República reitera o pleito de reconsideração parcial [da decisão anterior] para que seja decretada desde logo, mediante decisão monocrática, a prisão preventiva do investigado Rodrigo Rocha Loures”, arguiu Rodrigo Janot, procurador-Geral da República.

Determinação do STF

A prisão ocorreu na manhã deste sábado em Brasília. O ex-deputado se encontra na Superintendência Regional da PF na capital. Segundo a Federal, não há previsão, neste momento, de transferência.

Rocha Loures e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em negociação de pagamento de propina. Depois, ambos foram alvo de ações controladas pela Procuradoria-Geral da República. Em um dos vídeos gravados pela Policia Federal, Rocha Loures aparece ‘correndo’ com uma mala com R$ 500 mil.

A prisão de Rocha Loures havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato. A captura de Rocha Loures foi negada por Fachin há cerca de duas semanas.

O ministro do STF havia alegado a imunidade parlamentar de Rocha Loures para não autorizar a prisão. O ex-assessor de Temer havia assumido o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR) que foi ao Ministério da Justiça. Após ser deposto da Justiça, Serraglio decidiu recusar a oferta de Temer para virar ministro da Transparência e reassumi o seu mandato na Câmara.

Após Rocha Loures perder a prerrogativa do foro privilegiado, já que Osmar Serraglio havia voltado à Câmara, Janot, então, pediu a reconsideração da prisão do aliado de Temer na semana passada. O procurador pediu novamente a prisão tanto relativa a Rocha Loures quanto ao senador afastado Aécio Neves.

Para o procurador-geral da República, a prisão dos dois é “imprescindível” para garantia da ordem pública e instrução criminal, diante de fatos gravíssimos que teriam sido cometidos pelos parlamentares.

*Com informações de Julia Affonso, Fausto Macedo e Fábio Serapião.

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Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]