Promessa de leilão na eólica em 2017 é alento para setor na Bahia

Jaques Wagner: vamos continuar fazendo gestões junto ao MME e à ONS para assegurar margens de escoamento, assim novos parques poderão ser instalados.

Jaques Wagner: vamos continuar fazendo gestões junto ao MME e à ONS para assegurar margens de escoamento, assim novos parques poderão ser instalados.

A promessa de que haverá um leilão de reserva, ainda este ano, foi comemorada, porém vista com cautela, pela diretora de Apoio à Empreendimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) Laís Maciel, que está em São Paulo participando do 6º Encontro de Negócios da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). O anúncio foi feito pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Azevedo.

“O leilão é fundamental para a manutenção da indústria eólica, em especial a baiana que se consolidou como o principal polo nacional na fabricação de componentes”, afirma ela. No setor, as opiniões ainda são comedidas: aguarda-se que a promessa vire realidade.

O leilão futuro pode vir acompanhado de uma novidade: prevê a contratação de três produtos, com entrega em três, quatro e cinco anos. “Essa medida assegura que as fábricas tenham demanda constante e possam fazer uma programação da sua produção”, explica.

Jaques Wagner, secretário de Desenvolvimento Econômico, diz que os leilões, se ocorrerem, aliviarão o mercado eólico. Segundo ele, a não realização de leilão coloca em risco a manutenção da indústria eólica no Brasil todo. “Nossa meta agora é assegurar nossa capacidade de escoamento para que possamos participar do leilão com projetos de energia também. Vamos continuar fazendo gestões junto ao MME e à ONS para assegurar margens de escoamento, assim novos parques poderão ser instalados e continuaremos a interiorizar o investimento no estado”, diz.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).