O Brasil que nós temos é muito melhor do que o Brasil que querem nos impor e vender ao mercado internacional | Por José Cerqueira Neto (Zé Neto)

José Cerqueira Neto (Zé Neto): o processo é lógico: pegam um país com riqueza mineral, cultural, humana, criativo que tem em sua gente uma riqueza extraordinária, para ser vendido o tempo todo como um país inviável.

José Cerqueira Neto (Zé Neto): o processo é lógico: pegam um país com riqueza mineral, cultural, humana, criativo que tem em sua gente uma riqueza extraordinária, para ser vendido o tempo todo como um país inviável.

Não tenho dúvida que a crise que estamos vivendo no Brasil é causada por interesses internacionais. Há uma reorganização dos oligopólios econômicos do mundo que passa por recompor os seus domínios a partir de mão de obra barata, de matéria-prima e de busca de riquezas naturais que possam fortalecer, especialmente, o lado de política energética dos seus projetos.

Como no Brasil temos muito petróleo, minérios e a Amazônia inteira para ser usurpada, somos uma presa suculenta neste cenário que vai se configurando no mundo. A exemplo da França, com a eleição de um banqueiro; dos Estados Unidos, com a eleição de um capitalista conservador sem horizontes; das movimentações para derrubar o Maduro na Venezuela, em razão do petróleo; dos conflitos na Síria que têm a ver com a geopolítica econômica, cujos interesses também passam pelo petróleo e outras situações estratégicas do ponto de vista econômico do Oriente Médio; e demais situações que a cada hora vamos assistindo.

Por isso, não dá para acreditar que a situação que estamos vivendo no Brasil com o impulsionamento da grande mídia, que é empregada do grande capital, é uma situação solta e descolada de um amplo contexto internacional de conservadorismo, de usurpação de direitos, de fragilização de países que antes vinham emergindo com mais vigor e também de um claro retrocesso de humanização do planeta.

O processo é lógico: pegam um país com riqueza mineral, cultural, humana, criativo que tem em sua gente uma riqueza extraordinária, para ser vendido o tempo todo como um país inviável, de erros, de vira-latas, quando na verdade isso é uma imposição para que tenhamos menos valor para dentro e para fora, com o objetivo de ser mais facilmente dominado internamente. O Brasil que nós temos é bem melhor do que o Brasil que querem nos impor e vender para fora.

Então, é preciso estar cientes do potencial que temos, do que queremos para o nosso país, do que acreditamos ser possível construir a partir de nossas forças do ponto de vista cultural, material, político, e, acima de tudo, da civilização que vem se construindo no Brasil. Apesar de todas as dificuldades, o nosso ex-presidente Lula começou a dar passos largos que precisam ser refletidos.

Temos um grande arsenal para ser explorado, como os mercados do interior do país, com a economia produtiva, com a agricultura familiar, com o empreendedorismo, com a economia criativa e outros vetores que temos visto avançar no Brasil. Esses vetores econômicos que, inclusive vinham com muito mais pujança nos últimos 14 anos em função das políticas públicas. Agora nós precisamos fazer uma reflexão a fim de retomar o Brasil que nós tínhamos e o Brasil que nós podemos e queremos.

Portanto, precisamos de um debate mais consistente para essa geopolítica internacional e essa macropolítica que passa por dentro do Brasil, que vai muito além do PT, que é o meu partido, que tem erros e acertos, diria muito mais acertos do que erros, e que a própria potencialização forçosa dos erros do PT pelos que querem um Brasil para poucos e mais para os interesses econômicos de fora é a potencialização do que temos no Brasil há décadas.

*José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto) é deputado estadual (PT/BA) e Líder do Governo e da Maioria na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

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