MPF investiga propina para ex-ministro Geddel Vieira Lima em obra da Adutor Castanhão no Ceará

MPF abre nova investigação para apurar possível envolvimento do ex-ministro Geddel Quadros no Caso Lava Jato.

MPF abre nova investigação para apurar possível envolvimento do ex-ministro Geddel Quadros no Caso Lava Jato.

Reportagem de Lauriberto Carneiro Braga — do UOL, com informações do Estadão, publicada nesta quinta-feira (15/06/2017) — revela que o Ministério Público Federal (MPF) investiga possível atuação do ex-ministro Geddel Quadros Vieira Lima (PMDB/BA) em esquema de corrupção referente a construção da Adutor Castanhão, parte integrante do sistema de transposição de água para Fortaleza, Ceará

Segundo a reportagem, O MPF requereu na terça-feira (13/06/2017) à Justiça federal abertura de inquérito, baseado em relatos de ex-executivos da Odebrecht, referentes ao Caso Lava Jato. Segundo os delatores, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro de Michel Temer, recebeu propina no esquema. Eles afirmaram formado cartel através das empreiteiras Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão, em 2005, para fraudar a licitação e o contrato das obras com a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará.

A reportagem revela que os ex-executivos Ariel Parente Costa e João Pacífico afirmam ainda que a Odebrecht pagou propina a Geddel, então ministro da Integração Nacional do governo Lula (2007-2010). O ex-governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PR), e o ex-secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Edinardo Ximenes Rodrigues, também teriam recebido recursos ilícitos.

As suspeitas contra Geddel serão apuradas pela Procuradoria da República, no Distrito Federal. No caso de Alcântara, os supostos crimes estariam prescritos. Edinardo Rodrigues já faleceu, o que justifica também a extinção de punibilidade.

O procurador Rômulo Conrado pede ainda para que sejam apuradas as condutas do ex-secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro, e do engenheiro Leão Humberto Montezuma Santiago Filho, ex-superintendente de Obras Hidráulicas do Ceará, que teria recebido R$ 500 mil de propina.

Em novembro de 2016, Geddel se demitiu da secretaria de Governo. Aliado de Temer, ele deixou o cargo após ser acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar uma obra em Salvador.

Defesa

A reportagem informa que a defesa de Geddel só vai se manifestar quando o processo chegar à Procuradoria. Lúcio Alcântara negou qualquer favorecimento na obra. As defesas de César Pinheiro e Leão Montezuma esperam ter acesso ao processo para se manifestarem.

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