Governo e Oposição debatem construção do Shopping Popular e situação de permissionários do Centro de Abastecimento de Feira de Santana

Vereador José Carneiro Rocha contesta denúncia de Alberto Nery.

Vereador José Carneiro Rocha contesta denúncia de Alberto Nery.

Utilizando a tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, na manhã desta quarta-feira (07/06/2017), o vereador Alberto Nery (PT) denunciou que seguranças armados, contratados não se sabe por quem, estão forçando os artesãos do Centro de Abastecimento a assinarem um documento afirmando que eles aceitam ser relocados e consequentemente desapropriando o local onde estão.

Segundo Nery, a desapropriação é para a construção do Shopping Popular e após o seu término os artesãos ocupariam espaços no local. “Não se sabe quem contratou esses seguranças, se a Prefeitura ou a empresa. Só sabemos que armados eles forçam as pessoas a assinarem esse documento. Não existem, por parte dos artesãos, anuência com essa ação”, denunciou o vereador.

A fala do vereador aconteceu após sua visita ao local das obras e ao setor de artesanato do Centro de Abastecimento, em conjunto com o vereador José Menezes Santa Rosa – Zé Filé (PROS). Nery disse ter constatado que no local das obras, realizada com recursos públicos e em área pública, não consta uma placa com o início e fim dela e o seu custo. “Não tem nenhuma placa informando o nome da construtora, o início e a previsão do término da obra. Também não há a ciência para os artesãos que estão lá há mais de 30 anos”, pontuou.

O vereador destacou ainda que há uma proposta de tombamento da área em que se encontram os artesãos, por parte do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (IPAC) e mesmo assim a Prefeitura propõe a retirada do setor do Centro de Abastecimento.

De acordo com o petista, a contrapartida da Prefeitura na PPP para a construção do Shopping Popular é no valor de R$ 13 milhões. Nery concluiu garantindo que estará ao lado do povo para que possa resistir e revitalizar aquele espaço e não desapropriar e jogar as pessoas “ao léu”, como quer o prefeito José Ronaldo de Carvalho.

Líder governista rebate acusações de Alberto Nery

Em resposta às acusações do vereador Alberto Nery (PT), de que o local onde está sendo realizadas as obras do Shopping Popular não há uma placa com as informações obrigatórias da mesma, o líder do Governo, vereador José Carneiro (PSDB) admitiu que isso realmente acontece, mas assegurou que a Prefeitura Municipal está tomando todas as providências necessárias para a resolução do problema. O pronunciamento do líder aconteceu na sessão ordinária desta quarta-feira (07/06/2017), na Casa da Cidadania.

“A placa ainda não está lá porque a obra está sendo feita através de uma parceria público-privada e a Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico ainda está vendo qual a melhor forma de colocá-la”, argumentou Carneiro.

Sobre a informação de vigilantes armados no local obrigando comerciantes a assinarem documento, o líder destacou que a empresa responsável pelas obras tem todo direito de ter profissionais para garantir o seu patrimônio e que se fosse uma obra da Prefeitura estaria a Guarda Municipal.

Em aparte, Nery ressaltou que os vigilantes não estão guarnecendo o patrimônio, estão coagindo os proprietários de boxes a assinarem um documento dizendo que irão desocupar o local no prazo estabelecido nele.

De volta com a palavra, Carneiro salientou que tem pelo colega admiração e respeito, mas que se vive hoje em um país democrático, onde as pessoas têm liberdade de expressão e jamais assinariam qualquer documento que viesse a comprometer o trabalho apenas porque um vigilante esteve lá. “Não acredito que os vigilantes dessa empresa possam coagir ao ponto de fazerem os comerciantes assinarem um documento”, falou.

Também em aparte, o vereador Edvaldo Lima (PP) pediu que se crie uma comissão de vereadores para visitarem o local e se tire a limpo as informações passadas por Nery. “Aí o senhor constataria se é verdade ou não”, disse.

Novamente com a palavra, Carneiro confirmou as informações sobre a placa e disse preferir não acreditar na denúncia dos vigilantes armados coagindo os artesões.

Paralisação

Ainda no uso da tribuna, José Carneiro abordou a paralisação das universidades estaduais na Bahia. A paralisação de 24 horas foi anunciada pela imprensa no dia 30 de maio e exigia reposição salarial dos servidores públicos.

“Os funcionários dessas universidades fizeram essa manifestação em busca de algo melhor e respeito pela sua categoria, mas reclamam do descaso do governo Rui Costa com as universidades baianas. A retirada dos direitos e a precarização do seu trabalho é tamanho G, segundo os docentes”, afirmou o líder.

Carneiro destacou que as universidades estaduais estão em crise e mesmo com toda luta dos docentes não há uma valorização por parte do Governo do Estado e ainda uma insuficiência de recursos. Apenas 5% da receita líquida do Estado vai para as universidades. “Os acadêmicos querem um orçamento maior, 7% da receita líquida do Estado”, destacou.

Segundo o edil, só na UESB são 254 processos travados na fila de promoções, progressões e mudanças de regime; na UNEB 489; na UESC 125 e na UEFS mais 174.

Em aparte, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) salientou que isso demonstra que os professores da UEFS têm muitos anos de contribuição e depois de fazerem suas melhorias acadêmicas não têm conseguido chegar ao seu direito de ter melhoramento dos salários. “Demonstra que era apenas jargão aquela luta para o melhoramento das universidades do Estado. O movimento estudantil sumiu”, observou.

De volta com a palavra, Carneiro encerrou afirmando que atitudes como essa demonstram que esse Governo do Estado não tem compromisso com a educação e com os funcionários públicos. “O Governo Rui Costa não deu aumento aos servidores do Estado e essa falta de compromisso é tamanha que já chegou ao extremo”, findou.

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