Feira de Santana mantém índices baixos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Tabela com sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti.

Tabela com sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

O panorama das arboviroses transmitidas pelo aedes aegypti e as ações da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana, foram apresentados no Seminário Interinstitucional Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela – Desafios para a Saúde Pública, que acontece nesta quinta-feira, 8, e prossegue até amanhã, (09/06/2017).

Em Feira de Santana, conforme o último Boletim Epidemiológico houve uma redução no número de casos novos de dengue, chikungunya e zika vírus, comparando aos anos anteriores. “Isso pode está atribuído à questão das pessoas já terem adquirido a imunidade – uma vez que já tiveram a doença – e as ações de controle e monitoramento desenvolvidos no município”, afirmou a enfermeira referência Maricélia Maia.

Representando a secretária municipal de Saúde Denise Mascarenhas, a diretora da Rede Própria Joana Queiroz afirmou que a SMS tem cumprido o seu papel, através de medidas preventivas. “Por isso, o município tem mantido os índices baixos”, disse acrescentando que, a cada quinze dias, a Viep realiza reuniões de avaliação.

No entanto, a enfermeira Eloisa Bahia chamou a atenção para um leve acréscimo nos casos notificados de Zika.  “A Secretaria de Saúde tem intensificado os trabalhos já realizados para o controle do vetor, somando às ações voltadas para os casos de epizootias, que é a vigilância através do monitoramento e da coleta do material para ser examinado em laboratório”, acrescentou.

Febre Amarela

De acordo com a enfermeira referência Maricélia Maia, a preocupação no momento é com a febre amarela. “Não houve registro de casos em humanos. Contudo, teve epizootias – ocorrência de um determinado evento em um número de animais ao mesmo tempo e na mesma região, podendo levar ou não à morte”, explicou.

A enfermeira técnica da Viep, Thaís Peixoto, por sua vez, ratificou que “a vigilância em epizootias, sobretudo em primatas não humanos, tem como objetivo a prevenção dos casos humanos de febre amarela, através da busca precoce da circulação do vírus na população de macacos doentes ou mortos”.

Os desafios da vigilância e a situação epidemiológica do Chikungunya no país serão os assuntos abordados por Laura Nogueira Cruz, do Programa Nacional de Controle da Dengue, do Ministério da Saúde. De acordo com ela, a situação das arboviroses no país é preocupante.

“É preciso melhorar as notificações dos casos, assim como as próprias ações de controle do vetor, inclusive com maior adesão da população”, frisou.

O Seminário Interinstitucional Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela – Desafios para a Saúde Pública prossegue nesta sexta-feira, pela manhã, no espaço Xavier Eventos, na rua Marechal Castelo Branco, Santa Mônica. O evento é da Universidade Estadual de Feira de Santana com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

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