Feira de Santana: Cadmiel Pereira defende o direito de expressão do vereador

Cadmiel Pereira: quero fazer uma nota de apoio ao colega de exercer o seu papel sem sofrer censuras.

Cadmiel Pereira: quero fazer uma nota de apoio ao colega de exercer o seu papel sem sofrer censuras.

O vereador Cadmiel Pereira (PSC), utilizando a tribuna da Câmara de Vereadores de Feira de Santana, na sessão ordinária desta segunda-feira (12/06/2017), abordou uma representação enviada à Casa da Cidadania advinda da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra o vereador Edvaldo Lima (PP). A representação solicitava o vídeo de um discurso de Edvaldo. A OAB alega que há uma necessidade de analisar se foi ou não praticada a LGBTfobia por parte do vereador.

Cadmiel Pereira disse achar estranho que um parlamentar, nas funções do seu mandato e no seu direito inalienável e constitucional de colocar as suas ideias e pensamentos, possa ser censurado por uma entidade como a OAB. O edil destacou ainda que Edvaldo foi eleito pelo povo para representá-los. “Ele foi eleito pela comunidade cristã para defender a concepção do sagrado e o que diz a palavra de Deus, que tem como rito de fé. Ele tem o direito de defender o que apregoa: a Bíblia Sagrada”, destacou.

Para Cadmiel, Edvaldo pode mostrar a sua luta contra o aborto, contra o casamento homoafetivo e a não descriminalização das drogas e o faz pela defesa de princípios cristãos. “Se, porventura, for um discurso que ofenda a outros, que seja julgado, mas não no direito da imunidade parlamentar. Portanto, quero fazer uma nota de apoio ao colega de exercer o seu papel sem sofrer censuras”, pontuou.

Ainda de acordo com Cadmiel Pereira, mesmo ele e Edvaldo militando em posições políticas opostas, não tinha como deixar de defender o colega e reconhecer o direito que tem de fazer sua manifestação clara e coesa da defesa das suas ideias, pois isso é constitucional. “Que não haja a imposição de um poder sobre o outro. O Poder Legislativo emana do povo com o voto para que, com responsabilidade, o parlamentar venha colocar as suas ideias. Esse ofício da OAB foi um retrocesso. Isso não é bom e nem democrático”, ressaltou.

Ele concluiu o assunto dizendo que fica o seu voto de repúdio a qualquer tentativa de censura contra um parlamentar na defesa das suas teses e seus ideais.

Trabalho infantil

Ainda no uso da tribuna Cadmiel tratou sobre a defesa dos direitos da criança e do adolescente, salientando que participou neste final de semana de ações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. “Ainda temos em Feira de Santana um número absurdo de crianças trabalhando, pairando no cenário nacional com a exploração sexual infanto-juvenil, uma mácula para a sociedade”, pontuou.

Ainda assim, segundo o edil, técnicos defendem os direitos das crianças e adolescentes, o que o deixa orgulhoso. De acordo com ele, esses profissionais realizam ações, principalmente nas feirinhas da cidade, publicitando que toda criança tem direito à educação, lazer e saúde. “Esse é o sistema de garantia de direitos das crianças que lutam e abraçam essa causa não ficam omissos”, completou.

O edil ainda criticou a contradição de que um adolescente de 14 anos possa trabalhar como menor aprendiz em grandes bancos, como a Caixa Econômica Federal e não possa estar com o seu pai aprendendo um ofício. “Aí chega a fiscalização e trata o pai como se fosse o maior bandido. Não podemos ter dois pesos e duas medidas. Temos que analisar e mudar a Constituição”, finalizou.

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