Feira de Santana: a Capela de São Vicente | Por Adilson Simas

Imagem de São Vicente de Paulo.

Imagem de São Vicente de Paulo.

A leitura de hoje é sobre “A Capela de São Vicente”, texto assinado pelo historiador Antônio Moreira Ferreira. Nada a ver com Tiquaruçu e a Igreja de São Vicente, padroeiro do aludido distrito de Feira de Santana.

– O prédio atualmente conhecido como Mandacaru, embora hoje não abrigue qualquer tipo de hospedagem, foi, há muito tempo, um hotel que ostentava o nome de Universo, talvez o segundo de Feira, pois havia hotel “Gruta Baiana” que trazia o selo de pioneiro.

Situado na Rua Conselheiro Franco, quase em frente às instalações da Companhia de Energia Elétrica (antigo centro de telefones de Feira). Embora fosse um prédio de destaque, que servia de parâmetro para se localizar em algumas residências e tenha se mantido longe da cobiça dos destruidores da memória da Feira, não é dele que vou falar e sim do seu vizinho.

Junto ao prédio, parede com parede, existia a Capela de São Vicente com três portas de frente, uma de fundo e outra lateral, estas dando passagem para o quintal. Dentro da capela existia um altar com a imagem de São Vicente e nas paredes internas muitos quadros de santos.

Havia também duas filas de bancos de tira onde os fiéis sentavam-se uma vez mês. Dr. Gastão Guimarães proferia uma palestra para os vicentinos e convidados.

Muitas vezes, na minha infância, fui designado para a catequese das tardes de domingo naquela Capela, também conhecida como a Capela dos Vicentinos, pois era zelada e conservada pelos irmãos vicentinos.

Nas quintas-feiras da Semana Santa, a procissão do fogaréu tinha obrigação de fazer uma parada em frente à Capela e entoar o “Orãtus Nobilis” cujo refrão era feito só por vozes masculinas.

É bom que se abra aqui um parêntese para informar que a procissão do fogaréu era guiada por todos os irmãos da Santa Casa de Misericórdia, em fila dupla, vestidos com os balandraus, e acompanhada só por homens.

As mulheres corriam pelas ruas transversais para assistirem a passagem, a passos largos dos homens, e a ouvir o cântico masculino.

Fechado o parêntese, voltemos à Capela de Vicente, cuja fachada tinha os traços das obras coloniais e, quando algum Vicente desejava casar-se, normalmente escolhia a capela para o ato religioso. Até 1942, a capela existia com toda a sua tradição.

Mas a malfadada segunda guerra mundial me levou para outras plagas e quando retornei, a Capela havia sido substituída por uma casa comercial. Como? Não sei.

Logo me seja possível, vou pesquisar nos arquivos da Diocese. Quem sabe vamos encontrar uma resposta justa!!!

*Adilson Simas é jornalista.

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