Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dificuldade em explicar contradições éticas do PSDB e envolvimento em atos de corrupção de membros do partido

Senador afastado Aécio Neves e membros da executiva nacional do PSDB. Partido perde discurso ético ao ter uma das principais lideranças envolvida diretamente no Caso Lava Jato.

Senador afastado Aécio Neves e membros da executiva nacional do PSDB. Partido perde discurso ético ao ter uma das principais lideranças envolvida diretamente no Caso Lava Jato.

Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, veiculada na quarta-feira (14/06/2017), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC, PSDB/SP) tenta explicar as contradições éticas do partido, ao abordar o apoio da executiva nacional ao governo do presidente Michel Temer (PMDB/SP), além do fato de ter o presidente nacional do partido, senador afastado Aécio Neves, envolvido no maior caso de corrupção da história do país, o Caso Lava Jato.

Durante a entrevista, Fernando Henrique Cardoso (FHC) afirmou que a decisão do partido de permanecer na base de apoio do governo do presidente Michel Temer foi tomada por “cautela”, de forma a garantir a continuidade das importantes reformas que deverão ser votadas pelo Congresso Nacional.

“Sei que há muitas acusações [contra Temer], algumas quase evidentes, mas é preciso que haja o carimbo da Justiça para que possamos dizer: é verdade. A cada dia [surge] um rumor novo. Não posso guiar politicamente o partido em função de rumores”., afirmou FHC.

“Temos responsabilidades e apoiamos um governo que está fazendo reformas”, disse o tucano. “Se formos embora pode complicar mais do que ajudar. O que acontece quando um partido sai de repente? Cria mais dificuldades”, explicou FHC.

O ex-presidente rechaçou a ideia de que o apoio do PSDB ao governo peemedebista esteja vinculado a uma possível aliança em 2018. “Não tenho plano eleitoral nenhum. O PSDB não tem que pensar em eleição. Eleição é em 2018. Agora tem que pensar em como se resolvem as questões do Brasil”, considerou.

Fernando Henrique acrescentou ainda que, como disse o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), o apoio estará condicionado ao não surgimento de novas denúncias contra o governo federal. “É preciso que haja o carimbo da Justiça para que possamos dizer: é verdade. A cada dia [surge] um rumor novo. Não posso guiar politicamente o partido em função de rumores”, avaliou. “Acho também que tudo está condicionado ao que vier a acontecer. Havendo algum pronunciamento da Justiça não há o que defender”.

O tucano criticou ainda o atual sistema político “esgotado”, e disse que é preciso fortalecer as instituições. “Ou se refaz ou vamos deixar o risco de Brasil que eleja pessoas que não deem conta do recado”, constatou. “A preocupação eleitoral não deve primar sobre nada. Com o grau de insatisfação popular, a população sabe Deus em quem vai votar. Isso é um perigo. Abre espaço efetivamente para aventureiros, salvadores da pátria”, completou.

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