Ex-deputado Eduardo Cunha depõe à PF em inquérito que investiga Temer

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha depões na quarta-feira (14/06/2017) na Polícia Federal (PF) de Curitiba. A audiência começou às 11h , com a presença de um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Cunha está sendo interrogado em inquérito que investiga o presidente da República Michel Temer após as delações premiadas dos executivos da JBS. O presidente da empresa, Joesley Batista, gravou em março deste ano uma conversa no Palácio do Jaburu sobre a relação de Joesley com Cunha.

Ontem (13), a defesa de Cunha requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às investigações da JBS, inclusive a gravação de Batista, com antecedência mínima de 48 horas do depoimento à PF. Por isso, o documento enviado à Corte também pediu a readequação da pauta da audiência marcada para esta manhã.

Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos de prisão no âmbito da Operação Lava Jato. Ele está detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

O presidente da República nega as acusações da PGR. Em documento enviado ao STF na semana passada, a defesa de Michel Temer afirmou que ele é “coadjuvante de uma comédia bufa, encenada por um empresário e criminoso confesso e agora está sendo objeto de uma inquirição invasiva, arrogante, desprovida de respeito e do mínimo de civilidade”.

Segundo o advogado de Cunha, Rodrigo Sanchez Rios, o seu cliente disse de “forma firme” que “o silêncio dele nunca esteve à venda” e que nunca foi procurado por Temer ou por algum interlocutor do presidente como uma tentativa de evitar que ele colaborasse com a Lava Jato. “Ele refutou categoricamente”, reforçou o advogado.

Cunha não é formalmente investigado no processo, mas foi citado na embaraçosa conversa travada entre o dono da JBS, Joesley Batista, e o presidente, na noite do dia 7 de março no Palácio do Jaburu — o empresário gravou secretamente o diálogo e depois o entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) como parte do acordo de delação premiada. Na ocasião, o executivo disse que havia “zerado as pendências” e que estava “de bem” com Cunha. Temer, então, responde: “É, tem que manter isso, viu?”.

O presidente nega que tenha dado aval a Joesley para manter os repasses ao seu ex-aliado, conforme interpretou os investigadores pela conversa acima. A sua defesa também contesta a integridade do áudio, que passa por uma perícia da PF que ainda não foi concluída.

*Com informação da Agência Brasil e Revista Veja.

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