Defesa do suplente de deputado Rocha Loures apresenta pedido de liberdade ao STF

Rodrigo Santos da Rocha Loures, suplente de deputado federal (PMDB/RS), recebe ordem de prisão de ministro do STF.

Rodrigo Santos da Rocha Loures, suplente de deputado federal (PMDB/RS), recebe ordem de prisão de ministro do STF.

A defesa do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) apresentou na segunda-feira (05/06/2017) pedido de liberdade ao Supremo Tribunal Federal (STF). Loures foi preso no último sábado (3), por determinação do ministro Edson Fachin, e está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O ex-deputado foi flagrado pela Polícia Federal (PF) recebendo uma mala com R$ 500 mil na Operação Patmos, investigação baseada na delação premiada da JBS. O ministro atendeu a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o procurador, a prisão de Loures é “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal”.

O pedido foi feito após o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio voltar para o cargo de deputado federal pelo PMDB do Paraná. Com o retorno, Loures, que era suplente de Serraglio, perdeu o foro privilegiado.

Rocha Loures será transferido para a Papuda na quarta-feira

O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) só será transferido para a penitenciária da Papuda, em Brasília, na próxima quarta-feira (7). A informação é da Polícia Federal (PF). Rocha Loures está preso na Superintendência da PF e deverá prestar depoimento até quarta-feira.

A prisão preventiva do ex-parlamentar foi solicitada na noite de sexta (2), em mandado assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustentou em seu pedido que a prisão de Loures era “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal”. O ex-deputado foi preso às 6h, em sua residência.

Ex-assessor especial do presidente Michel Temer, Rocha Loures foi flagrado pela PF recebendo em São Paulo uma mala com R$ 500 mil que, segundo delações de executivos da JBS feitas no âmbito da Operação Lava Jato, seriam dinheiro de propina.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).