CNJ adia, mais uma vez, julgamento do juiz Sérgio Moro por grampos ilegais

Juiz Sérgio Moro.

Juiz Sérgio Moro responde a processo administrativo por possível violação de direitos civis.

O Conselho Nacional de Justiça retirou da pauta de julgamento, nesta terça-feira (29/05/2017),  dois recursos protocolados contra desmandos do juiz da 13ª vara federal de Curitiba, Sérgio Moro. Sem apresentar justificativa, o ministro relator João Carlos Noronha retirou as duas representações protocolados há mais de um ano.

O magistrado responde a duas reclamações disciplinares por grampear e tornar públicas conversas entre a presidenta eleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, além da quebra de sigilo entre advogado e cliente. Moro havia grampeado o escritório que advogada pra o ex-presidente. Na época, as conversas foram vazadas um dia antes de Lula tomar posse como Ministro no governo Dilma.

“Não sei qual a razão do ministro tirar de pauta já que protocolamos em 2016, há um ano. Ele não explicou o motivo. É necessário que o relator ou a presidente do CNJ, ministra Carmen Lúcia, digam o porquê. Como hoje existe uma Justiça politizada a gente sempre desconfia de motivações políticas. Quanto menos os responsáveis explicarem mais nós temos o direito de especular”, declarou o advogado e deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), um dos que subscrevem as denúncias.

O parlamentar, autor da peça apresentada ao CNJ, lembrou que, antes de falecer, o ministro e relator da Lava Jato Teori Zavascki classificou as ações de Moro como ilegais. De acordo com Wadih e com o próprio CNJ, existe a possibilidade de as representações voltarem para a pauta no dia 13 de junho.

Também signatário da peça, o deputado federal Paulo Pimenta ressalta que “mais uma vez” Moro sai ileso do cometimento de ilegalidades. “Fomos mais uma vez pegos de surpresa já que, pelo visto, um ano não foi tempo suficiente para o Tribunal analisar a peça. Os Golden Boys de Curitiba trabalham em uma velocidade tão grande, os processos correm tão rápido. Moro não quis nem remarcar a audiência no dia da missa de 7o dia da Dona Marisa. Mas hoje, um ano depois, o julgamento foi adiado, mais uma vez”, disse Pimenta em vídeo publicado em sua rede social.

A postura de Moro tem sido alvo de críticas de diversos juristas até mesmo fora do país. Grampear a então presidenta da República e divulgar conversas de Dona Marisa com seus filhos uma vez que não agregavam nenhuma informação às investigações foram consideradas arbitrariedades pela Frente Brasil de Juristas pela Democracia. Até mesmo o professor e advogado Celso Bandeira de Mello, referência internacional do direito administrativo, disse que “Moro ameaça a credibilidade do Judiciário“.

Deputados e senadores de diversas legendas assinaram as reclamações, incluindo Henrique Fontana (PT-RS), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Wadih Damous (PT-RJ), Afonso Florence (PT-BA), Paulo Pimenta (PT-RS), Pepe Vargas (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e os senadores Ângela Portela (PT-RR), Donizeti Nogueira (PT-RR), Fátima Bezerra (PT-PB), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), José Barroso Pimentel (PT-CE), Lídice da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias (PT-RJ), Regina Sousa (PT-PI), Paulo Rocha (PT-PA), Humberto Costa (PT-PE) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

*Com informação do site do PT.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Publicidade

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]