ALBA: audiência pública debate construção de aterro sanitário em Simões Filho

Audiência proposta por Bira Corôa discute construção de aterro sanitário em Simões Filho.

Audiência proposta por Bira Corôa discute construção de aterro sanitário em Simões Filho.

O deputado estadual Bira Corôa, e presidente da Comissão Especial de Promoção da Igualdade, realizou nesta terça-feira (13/06/2017), Audiência Pública com o objetivo de promover discussões e buscar soluções em torno dos impactos da implantação do Centro de Tratamento e Valorização de Resíduos (CTVR), a ser instalado em áreas remanescentes de comunidades quilombolas e de preservação ambiental na cidade de Simões Filho pela empresa Naturalle Tratamento de Resíduos.

“Este ato é uma conquista para a sociedade baiana, em especial para as comunidades de Simões Filho que aqui se fazem presentes, sociedade civil, o poder executivo, o legislativo e a empresa interessada, Naturalle, demonstrando a responsabilidade com a qual estamos conduzindo essa ação, que terá prosseguimento, através de encaminhamentos aqui solicitados, de fiscalização por parte do Estado, e da realização de novas audiências, novas discussões conduzidas por nós do legislativo acerca dessa pauta tão importante que é a construção de aterro sanitário em Simões Filho”, destacou o deputado durante a Audiência Pública.

Durante a Audiência Pública, a empresa Naturalle, através de seu representante, João Fortuna, e sua equipe, fez uma explanação sobre o propósito, da implantação do CTVR, demonstrando o empreendimento e a forma como seria implementado, desde o projeto, além de colocar suas implicações, como a geração de empregos na região e capacitação da comunidade na gestão de resíduos sólidos.

“O aterro sanitário tem por finalidade armazenar rejeitos em solo ambientalmente adequado, e nosso intuito é utilizar a argila no CTVR. Estamos buscando e discutindo o que deve ser feito de acordo com a lei ambiental. Sabemos que, caso a gente não cumpra conforme a legislação implicará em punição para a empresa”, pontuou João Fortuna.

Na oportunidade, Daniela Sampaio, da Fundação Terra Mirim, e representante das comunidades quilombolas, que abrigam a área onde será construído o aterro, ressaltou as consequências que o CTVR pode gerar tanto para o meio ambiente quanto para as milhares de pessoas que habitam o local.

“Diversas comunidades quilombolas, como do Dandá, Palmares, e a Fazenda Natal, que abrigam cerca de 20 mil pessoas que moram nessa região de Simões Filho, uma Área de Preservação Ambiental (APA), de Mata Atlântica, podem ficar desamparadas com a sua possível destruição. Precisamos ser informados sobre o que as empresas planejam fazer nessa área, precisamos ser respeitados e participar dos estudos que são realizados, de desenvolvimento sustentável e de políticas públicas efetivas para o progresso de nosso povo”, ressaltou Daniela.

O Aterro Sanitário

Caso o aterro seja instalado, em média de 3 mil toneladas de resíduos sólidos serão depositados, diariamente sobre uma APA rica em aquíferos, biodiversidade e com mais de 500 hectares de Mata Atlântica preservada. A possível instalação do centro de tratamento ocupará uma extensão de cerca de 90 hectares, mas com fortes impactos em todo o entorno.

“O nosso compromisso aqui é encontrar caminhos conjuntos que priorizem a valorização e desenvolvimento das comunidades, respeitando a qualidade de vida dessas pessoas. Não podemos comprometer a vida, o meio ambiente, e acima de tudo os direitos das pessoas que nos ensinam como conviver em harmonia com a natureza, além de gerar renda através da fauna e da flora”, concluiu o deputado Bira Corôa ao final da audiência.

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