Vereador critica falta de segurança no transbordo central de Feira de Santana

João dos Santos (João Bililiu): como pode em um equipamento público com a estrutura e o serviço que tem não ter uma segurança adequada?

João dos Santos (João Bililiu): como pode em um equipamento público com a estrutura e o serviço que tem não ter uma segurança adequada?

No uso da tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, na sessão desta terça-feira (16/05/2017), o vereador João dos Santos (João Bililiu, PPS), chamou a atenção das autoridades competentes para a tentativa de assalto a um jovem no transbordo central, em Feira de Santana, caso que lhe causou curiosidade.

Para Bililiu, o caso revela que um equívoco e um descaso com o local, o que é inadmissível. “Como pode em um equipamento público com a estrutura e o serviço que tem não ter uma segurança adequada?”, questionou o vereador destacando que a observação não é uma crítica ao Governo Municipal.

Bililiu ainda falou sobre o estado de saúde do jovem Carlos Henrique, que está internado no Hospital Geral Clériston Andrade após ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O vereador ainda disse que quer saber quem é o verdadeiro responsável pela segurança do terminal central da cidade. “Da SP-Administração Concessionária de Bens e Serviços Ltda? Foi ela a empresa que ganhou a licitação para explorar os terminais da Prefeitura Municipal, do Governo do Estado ou da Via Feira?”, voltou a perguntar.

O vereador falou também sobre o objetivo da licitação, realizada em 2015, que era “a contratação, de acordo com os termos colocados, era permitir à empresa selecionada o uso de bem público para administração, operação, manutenção e exploração dos terminais de transbordo do Sistema Integrado de Transporte (SIT), obedecendo-se a legislação em vigor e o Termo de Referência com seus anexos registrados no edital público – regras gerais da prestação de serviços”.

Neste texto, ainda de acordo com o vereador, foi publicado pela Secretaria Municipal de Comunicação da Prefeitura, não trata de segurança e não diz se a segurança é de responsabilidade da empresa contratada, mas em sua opinião ela deve prestar imediatamente total assistência ao rapaz. “Se não tiver no edital, quem será responsabilizado: a Prefeitura, o Estado ou a Via Feira?”, voltou a questionar, direcionando a sua fala ao secretário Municipal de Transportes e Trânsito, Pedro Boaventura.

Bililiu disse mais ter conhecimento de que a Polícia Militar e a Guarda Municipal fazem rondas pelo local diversas vezes durante o dia, mas não existem agentes de segurança contratados pela empresa que administra o terminal, se essa for sua responsabilidade.

“Quero deixar a minha indignação registrada neste momento e dizer que as instituições envolvidas na administração, execução dos serviços e exploração dos terminais têm que garantir a segurança dos passageiros que aos milhares passam todos os dias pelos terminais Sul, Norte e Central”, ressaltou.

Em aparte, o vereador Edvaldo Lima (PP) colocou que fez uma indicação ao Governo Municipal, em especial à Secretaria de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos, solicitando do secretário Pablo Roberto que algo fosse feito. Edvaldo disse que foi procurado por Pablo para afirmar que a mesma seria atendida e a Guarda Municipal seria colocada no local para evitar a criminalidade. “Agora fico sabendo desse assalto. Certamente a Guarda não estava presente e peço mais uma vez que o secretário deixe a Guarda presente”, disse.

Também em aparte, o vereador José Carneiro (PSDB) disse que não pode atribuir ao Governo Municipal a questão da violência, que está instalada em toda a cidade. Ele disse ainda que a informação que obteve é que o ladrão pediu o celular ao rapaz, que se negou a dar, correu e foi alvejado. “Isso é uma demonstração clara de que a insegurança prevalece em nosso Estado. O responsável pela segurança pública é o Governo do Estado”, disse.

Caos

O edil ainda falou sobre a Rua Boticário Moncorvo, no centro de Feira de Santana, que de acordo com ele em dias úteis vira um caos. “Os comerciantes fazem dali o quintal de suas residências. São eles que mandam. Ficamos sujeitos a acidentes. Gostaria que as autoridades competentes tomassem as providências”, pediu.

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