Temer e seu relógio do retrocesso | Por Robinson Almeida

Artigo analisa um ano do governo usurpador de Michel Temer.

Artigo analisa um ano do governo usurpador de Michel Temer.

Um ano de golpe e o Brasil não tem nada a comemorar. Prova disso são os dados que mostram as pesquisas, justamente no dia em que Governo de Michel Temer completa doze meses como o governo mais impopular da história do Brasil com 92% de reprovação.

Esse período de golpe é, na verdade, um assalto ao poder proclamado pelas elites brasileiras, que quebraram a cláusula pétrea da democracia: quem ganha tem que governar. Fizeram isso lastreado em um Congresso conservador, liderado por um deputado hoje preso, Eduardo Cunha.

Nesse último ano assistimos a um profundo ataque aos direitos dos trabalhadores e aos direitos sociais. O governo ilegítimo implementa um programa ultra neoliberal. Um conjunto de medidas que tem como objetivo central tirar recursos dos pobres e dos mais necessitados e transferir para os ricos, agiotas da dívida pública.

Está em curso a venda, quase entrega, da riqueza nacional da cadeia produtiva de óleo e gás. A Petrobras, suas subsidiárias e os campos de petróleo viraram moeda barata para os golpistas. Acabaram com os programas sociais, como o Brasil sem Fronteira e o Farmácia Popular.

De forma arbitrária e autoritária, querem rasgar a CLT com essa proposta de Reforma Trabalhista. Na chamada “PEC do Fim do Mundo”, congelou por 20 anos os investimentos em saúde, educação e assistência social. O que não era bom, tende a piorar.

Esse um ano será marcado também pela tentativa de Reforma da Previdência, que retira do brasileiro o direito à aposentadoria, penalizando especialmente os trabalhadores rurais, as mulheres e os professores.

Há muita resistência da classe trabalhadora, muitos movimentos de rua, considerando a última greve do dia 28, a maior da história do nosso país. Esse enfrentamento entre civilização e barbárie continua porque o que está em jogo é se o Brasil vai ser um país soberano, com autonomia perante as outras nações do mundo, ou vai se transformar em uma “republiqueta”, um quintal dos Estados Unidos.

É um ano para denunciar as falsas promessas dos golpistas. Prometeram acabar com a corrupção, mas o que se vê no Palácio do Planalto é um aprofundamento do mar de lama, atingindo praticamente metade dos ministérios e o próprio presidente Michel Temer.

Prometeram recuperar a economia e o que se vê é a recessão e a estagnação do PIB. Prometeram recuperar empregos e o que assistimos são mais dois milhões de trabalhadores colocados nas ruas neste período de golpe.

Por tudo isso, é necessário, mais do que nunca, a resistência do nosso povo para fazer frente a esse golpe, restabelecer a democracia e também restaurar o processo de funcionamento normal da nossa justiça.

Há em curso uma perseguição odiosa ao ex-presidente Lula. Como parte do golpe, além de retirarem a presidenta Dilma, querem interditar a maior liderança popular da atividade política no Brasil, por meio de uma campanha incansável de difamação e acusações sem provas para tentar condená-lo.

Nosso país vive um período de exceção, com a quebra do estado de direito democrático. As trevas batem nas portas. Está reservado a todos os lutadores sociais e a todos os democratas defender o nosso país, defender a nossa nação. Só com eleições diretas recuperaremos a estabilidade democrática e o caminho do desenvolvimento com inclusão social.

*Robinson Santos Almeida é deputado federal pelo PT da Bahia e ex-secretário estadual da Comunicação.

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