SDE da Bahia participa de audiência em Brasília sobre setor eólico

Parque eólico em Sento Sé na Bahia. Bndes inciativa setor.

Parque eólico em Sento Sé na Bahia. Bndes inciativa setor.

A Bahia ocupa o segundo lugar do ranking nacional na geração de energia eólica, podendo chegar ao primeiro, assim que destravar o maior nó do segmento, as linhas de transmissão. São 192 projetos comercializados nos leilões de energia realizados pela ANEEL, entretanto, quando adicionados os contratos privados, o número de empreendimentos chega a 238, com investimentos de R$ 21 bilhões.

Para debater soluções e tentar destravar o setor e permitir que a Bahia lidere a geração de energia limpa no país, será realizada hoje, 17, pela Comissão de Minas e Energia, Câmara dos Deputados, uma audiência pública, em Brasília, para discutir os projetos em execução; as perspectivas de expansão e os entraves enfrentados para essa ampliação; a construção das linhas de transmissão entre os parques geradores e o sistema de distribuição.

Alguns estados têm enfrentado problemas nas linhas de transmissão o que atrasa o desenvolvimento do setor. “A Bahia, por exemplo, enfrentou, além da crise econômica, um atraso na construção da linha da Abengoa, que entrou em recuperação judicial, há quase 2 anos. Isso gera impactos diretos no país, visto que a linha é parte do sistema de escoamento da UHE de Belo Monte, e principalmente, na Bahia, cuja linha atravessa o estado de Leste a Oeste, sendo um tronco de escoamento de energia de parques eólicos e solares”, explica Paulo Guimarães, superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Para 2017 está prevista a implantação de cinco novos empreendimentos como da Central Eólica Babilônica, em Morro do Chapéu, com investimentos de R$885 mi.

Os parques eólicos são responsáveis pela injeção de milhões de reais anualmente nas economias dos municípios em que se instalam. Quem vai ao semiárido baiano nota uma transformação na paisagem e na realidade da vida do sertanejo, a exemplo dos municípios de Sento Sé, Caetité e Igaporã.

Cada megawatt gera cerca de 15 empregos em toda a cadeia produtiva. Na Bahia, 26 mil postos de trabalho já foram gerados e a previsão é de que sejam ampliados para 60 mil com a construção dos novos projetos.

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