Salvador: Cineclube Walter da Silveira exibe ‘O importante é amar’

Cartaz anuncia exibição do filme 'O importante é amar'.

Cartaz anuncia exibição do filme ‘O importante é amar’.

O Importante é Amar, do diretor polonês Andrej Zulawski, será a atração da próxima edição do Cineclube Walter da Silveira. A exibição acontecerá na Sala Walter da Silveira, Barris, nesta quarta-feira, (31/05/2017) de maio, às 19h, com entrada gratuita. Após a apresentação do filme, com mediação de Bertrand Duarte, acontecerá um bate-papo com o dramaturgo e diretor teatral Gil Vicente Tavares e com o psicanalista Marcelo Veras. A iniciativa tem o apoio da Lume Filmes.

Vítima de câncer, Zulawski morreu em fevereiro de 2016 deixando uma obra irregular, mas sempre desafiadora, “o que certamente vai estimular nossos convidados a percorreram os meandros da pisque humana, com o psicanalista Marcelo Veras, e as dores e delícias da encenação, quer seja teatral ou cinematográfica, com o dramaturgo Gil Vicente Tavares”, considera Bertrand Duarte, diretor da Dimas.

A ação será realizada pela Diretoria de Audiovisual (Dimas) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Triângulo amoroso – O filme relata a história do fotógrafo Servais Mont, que se encanta por Nadine Chevalier, uma atriz de filmes eróticos de baixo orçamento, e decide reunir dinheiro suficiente para montar uma versão da peça Ricardo III, de Shakespeare, para a artista protagonizar. O relacionamento dos dois lentamente torna-se amoroso e Nadine se vê entre a paixão por Servais e suas obrigações morais para com Jacques, seu marido.

O público presente poderá participar do sorteio de uma camisa exclusiva do filme O Importante é Amar. O Cineclube leva periodicamente para a população baiana diversos filmes que não são exibidos nos grandes centros comerciais.

Sobre o autor – Poeta maldito, inclinado aos excessos, Andrej Zulawski nasceu em 1940, na então cidade polonesa de Lwów – atual Lviv, na Ucrânia. Estudou cinema na França, no final dos anos 50 e, depois de regressar à Polônia, tornou-se assistente de Andrzej Wajda, o grande renovador da filmografia polonesa da época. Seus primeiros trabalhos como cineasta causaram polêmica e foram censurados pelas autoridades comunistas, sobretudo Diabe, uma versão visceral e surrealista de uma possessão político-religiosa.

O cineasta viu-se obrigado a retornar à Franca, onde se exilou até filmar, em 1975, aquela que é considerada a sua obra-prima, O Importante É Amar, com Romy Schneider, em um dos mais pungentes papéis da atriz.

História de um triângulo amoroso – uma mulher, o seu marido e o amante fotógrafo -, é a história de uma estrela em decadência que se entrega a um amor louco.

Foi o primeiro filme francês de Zulawski, marcando o encontro dele com uma atriz que estava no seu auge, Schneider. Ela receberia, aliás, o César de melhor intérprete feminina por sua atuação. Porém, o intenso Zulawski tinha reservas em relação à Romy, por considerá-la demasiado “burguesa”.

Mas a verdade é que a encontrou num momento da sua carreira em que estava disposta a, como se diz, “arriscar-se”. O Importante É Amar passou a ser uma espécie de “prova do delito” de Romy, da sua disponibilidade para a exposição, para o sofrimento, o que marcaria a sua carreira e reputação até ao fim, quando a “vida” e o “cinema” passaram a confundir-se de forma trágica na tela e no rosto da atriz.

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