Plutocracia autocrática do judiciário determina fechamento do Instituto Lula; mais uma violação aos direitos civis é observada na usurpada república brasileira

Líder popular, ex-presidente Lula é vitima de perseguição política por parte da plutocracia autocrática do judiciário.

Líder popular, ex-presidente Lula é vitima de perseguição política por parte da plutocracia autocrática do judiciário.

O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, substituto da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu suspender as atividades do Instituto Lula, a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

A decisão foi tomada no processo em que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva é réu, junto com mais seis pessoas, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Segundo a denúncia, o ex-presidente agiu para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O processo teve origem na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Soares Leite entendeu que o Instituto Lula, apesar de desenvolver projetos de intuito social, pode ter sido usado como instrumento ou local de encontro para o cometimento de crimes diverso, entre os quais, ilícitos fiscais.

O magistrado destacou que o próprio Lula disse, em seu depoimento na ação, disse que o local era usado como ponto de discussão de diversos assuntos. O ex-presidente referiu-se ao instituto como “Posto Ipiranga”, em alusão a uma campanha publicitária sobre uma rede de postos em que se pode saber dos mais diversos assuntos.

“Como o próprio acusado mencionou que no local se discutia vários assuntos, e há vários depoimentos que imputam pelo menos a instigação de desvios de comportamentos que violam a lei penal, a prudência e a cautela recomendam a paralisação de suas atividades”, escreveu Soares Leite. O juiz não determinou prazo para a suspensão das atividades.

Lula prestou depoimento nesta ação penal em meados de março. Na ocasião, ele negou todas as acusações e disse ser “vítima de um massacre”. Procurados, a defesa de Lula e o Instituto Lula ainda não retornaram os pedidos de comentário.

Instituto nega ilícitos

“O Instituto Lula não foi local de nenhum ilícito, e o ex-presidente sempre agiu dentro da lei, não tendo nenhuma condenação criminal. O Instituto promoveu debates, eventos e reflexões de políticas públicas, seguindo uma tradição de mais de 25 anos iniciada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Trabalhador (IPET), depois Instituto Cidadania e finalmente Instituto Lula. O Instituto não foi notificado oficialmente da decisão do juiz e seus advogados averiguarão as medidas cabíveis assim que tiverem o teor da decisão”, disse a instituição por meio de nota.

Violações

Observa-se que a plutocracia autocrática do judiciário atua com violência no intuito de suprimir liberdades e direitos coletivos. A ação do juiz Sérgio Moro em corromper o direito ao sigilo telefônico da então presidente Dilma Rousseff, com o subsequente vazamento para a Rede Globo, rede de comunicação identificada com o apoio ideológico ao Golpe Civil/Militar de 1964, contribuiu para a usurpação da República, usurpação confirmada através do Golpe Parlamentar de 2016. A esse episódio, soma-se mais uma decisão judicial, de fechar o Instituto, com a finalidade de atingir o resiliente líder popular Lula.

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