Síntese da Operação Patmos, a ação coordenada entre o STF, PGR e PF que fragmentou Governo Temer e afastou o senador Aécio Neves do mandato

Presidente Michel Temer é denunciado ao STF por possíveis crimes praticados no exercício do mandato, dentre eles estão o de prevaricação, e obstrução da justiça.

Presidente Michel Temer é denunciado ao STF por possíveis crimes praticados no exercício do mandato, dentre eles estão o de prevaricação, e obstrução da justiça.

A Operação ‘Patmos’ é decorrente de investigações do Caso Lava Jato e foi deflagrada na quinta-feira (18/05/2017) pela Polícia Federal (PF), através de requerimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome da operação faz referência a ilha grega de Patmos, local onde o Apocalipse — último livro canônico do Novo Testamento — foi revelado ao apóstolo João.

A operação objetivou coletar provas de corrupção e crimes contra a administração pública, entre outros crimes, referentes a investigações que tramitam no STF, decorrentes de acordo de delação premiada de executivos do grupo J&F, empresa proprietária da marca JBS, dentre os executivos delatores estão os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista.

Força policial

No transcurso da Operação ‘Patmos’, cerca de 200 policiais federais cumpriram 49 mandados judiciais, sendo 41 de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, além do Distrito Federal. As buscas ocorreram na residência de investigados, em endereços funcionais, escritórios de advocacia e órgãos públicos.

Alvos políticos

Entre os principais alvos da operação estão os senadores Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG) e José Perrella de Oliveira Costa (Zezé Perella, PMDB-MG), e o deputado Rodrigo Santos da Rocha Loures (PMDB-PR). Em decorrência de possíveis atos ilícitos, o presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), foi denunciado pela PGR ao STF. O ministro Edson Fachin recebeu a denúncia.

Prisões

Durante a operação ocorreu a prisão preventiva de Andrea Neves, irmã de Aécio Neves; Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio Neves; Mendherson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrella; Ângelo Goulart Villela, procurador da República; Willer Tomaz, advogado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ); Eduardo Cunha, ex-deputado federal (PMDB/RJ), cumpri pena em regime fechado no Complexo Médico-Penal, localizado em Pinhais, Paraná; Lúcio Bolonha Funaro, corretor de valores (doleiro encontra-se preso no complexo da Papuda, em Brasília.) e Roberta Funaro, irmã do operador de Eduardo Cunha.

Relação dos Mandados

Minas Gerais – 17 buscas e 3 prisões preventivas

Paraná – 2 buscas e 1 prisão preventiva

Rio de Janeiro – 3 buscas

São Paulo – 7 buscas e 1 prisão preventiva

Maranhão – 1 prisão preventiva

Distrito Federal – 12 buscas e 2 prisões preventivas

Homologação

Em 11 de maio de 2017, o ministro do STF Edson Fachin homologou os acordos de colaboração premiada de sete executivos do grupo empresarial J&F. Os depoimentos fazem menção a fatos envolvendo autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função perante o STF, e tratam de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, caixa 2 eleitoral, entre outros. A decisão está registrada na Petição 7003.

Extensão

A delação dos executivos do Grupo J&F não está circunscrita apenas aos parlamentares afastados. 1.829 políticos de 28 partidos foram listados pelos executivos do grupo como beneficiários do esquema de corrupção.

Baixe

Decisão do ministro Edson Fachin com relação a delação premiada de executivos do Grupo J&F (Petição 7003)

Operação Patmos: Auto Circunstanciado nº 02/2017 realizado pela PF

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